Fábricas devem investir R$ 13,5 mi em Acaraú

Vocação para esportes náuticos e pesca do Estado são destaques na atração das indústrias para o município

Legenda: Litoral da cidade também deve receber um estaleiro
Foto: Foto: rodrigo carvalho

Já reconhecido internacionalmente como destino dos kitesurfistas, o Ceará, agora, negocia para abrigar duas fábricas espanholas de equipamentos para esportes aquáticos - a Nobile e a Acqua Dynamics -, as quais devem resultar em investimentos de R$ 13,5 milhões em Acaraú, segundo informou a Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece). Localizado a 236km de Fortaleza, o município do litoral leste também tenta captar o estaleiro da também espanhola Happy Peixe - antigo empreendimento visado pelo governo estadual e que já chegou a relacionar-se com Paracuru e Caucaia, sem sucesso.

"Há uma sintonia muito boa entre os empresários e o município. Eles nos procuraram e pedimos que fosse solicitado formalmente a intenção de instalar as fábricas no Ceará para vermos o que pode ser viabilizado", adiantou o presidente da Adece, Ferruccio Feitosa, após receber representantes das empresas e o prefeito da cidade visada, Alexandre Gomes, além do deputado Manoel Duca.

De acordo com Feitosa, a Nobile já apresentou um documento solicitando "alguma infraestrutura e isenções fiscais" antes mesmo da reunião que aconteceu na tarde de ontem. A marca fabrica pranchas, pipas e outros equipamentos para kitesurf, assim como a Aqua Dynamics, que, além de kitesurf, atende também os mercados de windsurf, paraquedismo, tendas e assessórios em geral.

Empregos

Ainda conforme revelou o presidente da Adece, as negociações com o município de Acaraú preveem, no caso da Nobile, um investimento de R$ 5,6 milhões e a geração de 150 oportunidades de empregos formais para os moradores da cidade.

Já a Acqua Dynamics planeja aplicar R$ 7,9 milhões na unidade visada para o mesmo município, o que resultará na abertura de 260 postos de trabalho.

"Nosso estado tem uma vocação muito grande para os esportes náuticos. O litoral cearense é o segundo mais visitado do mundo para este propósito, só perde para o litoral da Espanha, sendo que nós temos a vantagem da temperatura agradável e o clima", destaca Feitosa.

Segundo contou, o interesse de uma das empresas pelo litoral cearense nasceu por um dos diretores sempre visitar o Estado em passeios turísticos e para a prática de esportes náuticos.

Sobre a contrapartida que o governo cearense pode conceder aos investidores, Feitosa disse estar analisando o pedido já enviado e prometeu rapidez no retorno para viabilizar a chegada dos empreendimentos naquele município do litoral leste do Estado.

Happy Peixe

A respeito do estaleiro Happy Peixe, almejado já por duas outras cidades cearenses (Paracuru e Caucaia), e, agora, em negociação com o governo municipal da Acaraú, Feitosa afirmou que o empreendimento não é o único do tipo em negociação com o Estado e que está em curso uma análise interna na Adece para a execução de um estudo de viabilidade para estaleiros em todo o litoral cearense.

"Nós estamos vendo se podemos dar conta disso com o pessoal da Adece ou se vamos precisar uma empresa especializada para a realização deste estudo", contou, ao revelar que, pelo menos, outros três estaleiros demonstraram interesse pelo Ceará recentemente.

Além da Happy Peixe, de embarcações de pesca, Feitosa garantiu que tem conversado com empresários brasileiros e estrangeiros do ramo de embarcações de pequeno, grande e grandíssimo porte de passeio. "Passaram esta demanda de qual local do litoral é mais propício para cada um destes estaleiros para mim e estou correndo para responder. Normalmente, eu costumo ser ágil", garantiu. Assim como das outras vezes que anunciou interesse no Ceará, a Happy Peixe promete uma fábrica com capacidade de 400 barcos por ano, investimento de R$ 110 milhões e a geração de 300 empregos.

Armando de Oliveira Lima
Repórter

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