Após fala de Trump sobre possível ligação, Lula diz que 'sempre estivemos abertos ao diálogo’

Presidente destacou que governo trabalha para proteger empregos e empresas

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 22:05)
Lula durante discurso, com fundo colorido. Imagem usada em matéria sobre ligação sobre tarifaço entre o governo brasileiro e Trump
Legenda: Tarifas estão programadas para começar a valer na quarta-feira (6)
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Horas depois da fala do presidente norte-americano Donald Trump na tarde desta sexta-feira (1), sobre uma possível ligação, o presidente Lula disse que está 'aberto ao diálogo’, mas que 'rumos' do Brasil serão definidos pelos brasileiros e suas instituições.

"Sempre estivemos abertos ao diálogo. Quem define os rumos do Brasil são os brasileiros e suas instituições. Neste momento, estamos trabalhando para proteger a nossa economia, as empresas e nossos trabalhadores, e dar as respostas às medidas tarifárias do governo norte-americano", escreveu Lula em postagem nas redes sociais.

Veja postagem do presidente Lula

A crise diplomática e comercial entre Brasil e Estados Unidos começou após a imposição unilateral por parte do governo americano, em taxar em 50% os produtos brasileiros, e sancionar com punições financeiras o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Trump disse mais cedo, quando questionado pela repórter da TV Globo, Raquel Krähenbühl, que o líder brasileiro pode ligar para ele "quando quiser". “Ele pode falar comigo quando quiser — disse o republicano.

Perguntado sobre se a tarifa de 50% tinha contornos fora do campo comercial, ele afirmou que "as pessoas que estão comandando o Brasil fizeram a coisa errada". Na mesma resposta, Trump disse que "ama o povo do Brasil". “Vamos ver o que acontece”, afirmou.

Tarifaço começa semana que vem

Na quarta-feira (30), Trump assinou uma ordem executiva adicionando uma tarifa de 40% sobre o Brasil, que se soma aos 10% anunciados em abril e eleva o total da tarifa para 50%. Anteriormente prevista para entrar em vigor nesta sexta, o decreto adiou a implementação para 6 de agosto, quarta-feira da semana que vem.

Entretanto, uma série de exceções foram retiradas da taxação extra. No decreto assinado pelo líder norte-americano, quase 700 itens — entre os 4 mil itens que o Brasil exporta para os EUA — não sofreram alteração com essa tarifa adicional de 40%.

Entre os produtos exportados estão aviões da Embraer, peças aeronáuticas (como turbinas, pneus e motores), suco de laranja, castanhas, vários insumos de madeira, celulose, ferro-gusa, minério de ferro, equipamentos elétricos e petróleo.

Entretanto, produtos como café, cacau, carne e frutas, alguns dos principais itens da pauta de exportação brasileira, não estão na lista de exceções e devem ser tarifados.

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