59 cidades do Ceará já têm casos suspeitos ou prováveis de monkeypox; veja mapa

Já são mais de 70 casos da doença confirmados em 11 municípios, até essa segunda-feira (5)

Escrito por
Theyse Viana theyse.viana@svm.com.br
(Atualizado às 15:00)
Monkeypox no Ceará
Legenda: Ceará soma mais de 200 casos suspeitos de monkeypox
Foto: Freepik

Com transmissão comunitária da monkeypox em Fortaleza, o Ceará já confirmou 77 casos da doença, até essa segunda-feira (5). Além da capital, que concentra 61 infecções, pelo menos 10 cidades têm a presença da virose. Quase 60 municípios (veja mapa abaixo) já registram suspeitas.

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Mais de 310 casos suspeitos de monkeypox estão sendo investigados no Estado, ou seja, aguardam confirmação por exame laboratorial. Outros 33 são classificados como “prováveis”.

  • Caso suspeito: indivíduo que tenha lesões de pele sugestivas à monkeypox e/ou proctite e/ou inchaço peniano;
  • Caso provável: é um caso suspeito, sem exame laboratorial para monkeypox ou com resultado inconclusivo, mas que não pode ser descartado em função dos sintomas típicos ou de exposição do paciente à doença.

Os dados são do Integra SUS, plataforma da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), atualizados até segunda-feira (5) e coletados pelo Diário do Nordeste. Na manhã desta terça-feira (6), o painel está offline para "revisão de dados".

Primeiro caso confirmado em mulher

Na semana passada, foi confirmado o primeiro caso de monkeypox numa mulher, até então a única entre os 60 pacientes. Somente homens haviam testado positivo para o vírus monkeypox (MPXV), segundo monitoramento da Sesa. Hoje, pelo menos 3 mulheres já foram infectadas.

A primeira paciente confirmada tem 36 anos e vive na zona rural da cidade de Russas, a cerca de 165 km de Fortaleza. Além das típicas lesões na pele, a mulher relatou febre e dor de cabeça como sintomas, que apareceram entre o fim de julho e o início deste mês.

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Quais os sintomas da monkeypox?

Dentre os casos notificados no Ceará, segundo a Sesa, os sintomas mais apresentados pelos pacientes foram lesões de pele, febre e ínguas (adenomegalia).

Os sinais e sintomas da monkeypox duram de 2 a 4 semanas, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), e desaparecem por conta própria, geralmente sem complicações. 

O período de incubação do vírus monkeypox é “tipicamente de 6 a 16 dias”, mas pode chegar a 21 dias, como explica o Ministério da Saúde. Ou seja, esse é o período que o paciente pode manter sem sintomas após ter contraído o vírus.

Como ocorre a transmissão da monkeypox?

Entre humanos, o vírus é transmitido por contato pessoal com secreções respiratórias, lesões de pele de infectados, fluidos corporais ou objetos recentemente contaminados. 

“Quando a crosta desaparece e há reepitelização, a pessoa deixa de infectar outras e, na maioria dos casos, os sinais e sintomas desaparecem em poucas semanas”, aponta a Sesa.

De acordo com o Ministério da Saúde, a monkeypox “é uma doença que exige contato muito próximo e prolongado para transmissão de pessoa a pessoa, não sendo característica a rápida disseminação”. Apesar disso, o vírus tem potencial epidêmico.

Como prevenir a varíola dos macacos?

  • Evitar contato com pacientes suspeitos ou infectados;
  • Higienizar as mãos com frequência, com água e sabão ou álcool;
  • Usar máscaras de proteção.

As medidas também valem para roupas, roupas de cama, talheres, objetos e superfícies utilizadas por pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Esses itens devem ser limpos da forma adequada.

O que fazer se tiver sintomas da monkeypox?

As autoridades de saúde recomendam que o paciente que apresentar sintomas da varíola dos macacos procure uma unidade de saúde, para atendimento médico. E não entre em contato com outras pessoas.

Qual é o tratamento da monkeypox?

O tratamento dos casos suspeitos de varíola dos macacos tem se baseado, conforme boletim da Secretaria da Saúde, “no manejo da dor e do prurido, cuidados de higiene na área afetada e manutenção do balanço hidroeletrolítico”.

A maioria dos casos, observam as autoridades de saúde, apresenta sintomas leves e moderados. “Na presença de infecções bacterianas secundárias às lesões de pele, deve-se considerar antibioticoterapia”, acrescenta a Sesa.

Até o momento, não há medicamento aprovado especificamente para monkeypox, embora alguns antivirais tenham demonstrado alguma atividade contra o MPXV.

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