Festival "Choro Jazz" acontece em formato virtual e traz Marcus Caffé em homenagem a João Gilberto

Evento apresenta seis shows com grupos e artistas cearenses em três dias de programação

Esta é uma imagem de Nayra Costa
Legenda: Nayra Costa canta canta Sarah Vaughan, Nina Simone e Etta James em segundo dia do Festival Choro Jazz nas Casas
Foto: Divulgação

O Festival Choro Jazz ganhou um palco diferente em 2021. Tradicional evento de música de Fortaleza e Jericoacoara, o festival apresenta um novo formato na sua 11° edição com uma programação pela primeira vez inteiramente virtual. O público poderá acompanhar shows de artistas e grupos cearenses, que se apresentam de 25 a 27 de janeiro, a partir das 20h, no YouTube do Cineteatro São Luiz. 

Embora aconteça em uma nova roupagem, o evento mantém a essência do formato presencial, privilegiando a musicalidade do encontro, como gerador de novas possibilidades. “O ano passado foi totalmente atípico, a gente não conseguiu fazer o festival, mas a gente continua na esperança que chegue essa vacina logo para que a gente possa retomar as atividades presenciais. O festival online vai ser muito legal porque você dar a oportunidade para várias pessoas”, diz o idealizador do evento Ivan Capucho. 

Para a 11° edição, o produtor promete surpresas. O primeiro dia do festival “Choro Jazz nas Casas” exibe o show do músico Samuel Rocha. A apresentação é uma prévia do seu projeto "Bordando o Sete", que transporta para dentro dos lares do público os ritmos choro, samba, baião e xote. Além dele, também se apresenta, às 21h30, o guitarrista Stênio Gonçalves.

“Nós vamos passear pela música brasileira e eu tenho certeza que quem assistir vai se identificar e vai gostar dos temas. Com essa linguagem do show contemporâneo, a gente também está aberto a improvisações e interação musical. Tá bem bonito de assistir. Quem for prestigiar vai gostar”, adianta Samuel Rocha. 

No segundo dia de evento, o palco virtual do festival recebe a cantora Nayra Costa, a partir das 20h. Ao lado de grandes instrumentistas, a artista canta Sarah Vaughan, Nina Simone e Etta James. Na mesma noite, às 21h30, Marcus Caffé apresenta a bossa nova ao público do “Choro Jazz nas Casas”, em uma síntese de batida de violão e voz com uma homenagem ao músico João Gilberto.

“Acho massa ter sempre o festival acontecendo. Mesmo que virtualmente, mas acho importante acontecer. Sempre tem músicos legais, apresentações ótimas. Por mais que tenha pandemia, ele não poderia deixar de existir”, diz Nayra.

Já no último dia do evento, no sábado (27), o público curte música em dose dupla. O Duo Matos convida a percussionista Raquel Lopes para um show de múltiplas influências e de afirmação de novíssimos nomes da cena cearense, a partir das 20h. Para encerrar o festival, Nonato Luiz se apresenta com o violonista Tarcísio Sardinha, a partir das 21h30.

Público a distância

Esta é uma imagem de Samuel Rocha
Legenda: Samuel Rocha apresenta show "Bordando o Sete" na abertura do festival Choro Jazz nas Casas
Foto: Divulgação

Dar continuidade ao “Festival Choro Jazz” no formato virtual, diante da impossibilidade de reunir o público diante dos palcos, é uma maneira de continuar levando música de qualidade para as pessoas, afirma Samuel Rocha. Ele conta que já está acostumado com o novo formato dos shows e que consegue matar a saudade de interagir com os espectadores por meio do “feedback” que recebe nas suas redes sociais. 

“A gente tá podendo levar boa música e os shows do festival para a casa das pessoas nesse momento. (Para) esquecer as dificuldades que estamos vivendo e através da música levar uma mensagem positiva, de alegria para as pessoas que vão assistir os shows do Choro Jazz nas Casas”, fala.

A familiaridade com o formato virtual de apresentações também não é mais um problema para Nayra.  “Eu já não estou nem estranhando mais. Graças a Deus a gente pode trabalhar nem que seja dessa maneira”, completa.

Serviço

Festival Choro Jazz nas Casas

De 25 a 27 de fevereiro, a partir das 20h, no YouTube do Cineteatro São Luiz

 

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