Cearense é finalista do Festival Toca, concurso nacional de música brasileira

Luciano Raulino disputa com grandes nomes, a exemplo de Zélia Duncan e Francis Hime. A composição dele, "Achegar", trata do processo de amadurecimento vivido pelo artista

Esta é uma imagem de Luciano Raulino
Legenda: Luciano Raulino está entre os 13 finalistas do Festival Toca
Foto: Arquivo Pessoal

O cearense Luciano Raulino está entre os 13 finalistas do Festival Toca, concurso nacional de música brasileira que, neste ano, homenageia o compositor Aldir Blanc. O músico, de 20 anos, está participando com a canção “Achegar”, e disputa a premiação com composições de grandes nomes da cena nacional, como Zélia Duncan e Francis Hime

Nesta última fase do concurso serão escolhidas três músicas vencedoras, com voto da comissão julgadora e também do público geral. O festival segue com votação aberta até às 23h59 do dia 10 de agosto. Cada pessoa poderá votar apenas uma vez. 

A música “Achegar” aborda um processo de amadurecimento vivenciado por Luciano quando ele tinha 18 anos. “Foi um momento de mudanças pra mim, porque eu estava nesse período de decisão do que eu faria na universidade e na vida mesmo. Essa música também conta uma história de um coração viajante, que não para muito em um canto. Por isso que fala assim para se achegar né, porque mesmo um coração que está sempre indo por aí pelos cantos e vivendo tantas coisas, em algum momento ele aporta e ocupa seu lugar e se achega”, detalha.

Luciano conta que se inscreveu no Festival Toca de forma despretensiosa, por meio da sugestão de um colega, e só soube da dimensão do concurso posteriormente. “Um amigo me mandou o link para inscrição, sendo que nesse período de isolamento, surgiram vários festivais, então eu fui me inscrevendo em alguns para ver se dava certo. Quando eu vi o Festival Toca, que era em homenagem ao Aldir Blanc, achei legal, mas não tinha essa noção de que era um festival nacional, que tinha esses artistas de peso trabalhando nele também”, afirma.

O músico explica que está sendo uma experiência muito alegre ver seu trabalho ao lado de composições de nomes que já estão no cenário da música brasileira há algum tempo. Além de Zélia Duncan, Luciano conta que já admirava as canções de Lívia Mattos, Marcelo Portela e Thati Dias, que também estão entre os finalistas do Festival Toca. 

“Para mim, estar ao lado dessas composições, estar entre os 13 finalistas, é uma alegria porque a gente vê que o esforço pode ser recompensado quando a gente faz alguma coisa de coração e procura se esforçar todos os dias para poder melhorar, se aprimorar, então é uma coisa muito boa”, conta.

Trajetória

O cearense teve seu primeiro contato com a música aos 6 anos, quando aprendeu a tocar flauta doce na escola. Aos 10, ganhou seu primeiro violão e desde então escreve e compõe canções. Além dos instrumentos, o músico canta e toca baixo elétrico e percussões diversas. Apesar de não ter nascido em uma família de artistas, Luciano conta que todos os seus parentes têm facilidade com a arte e que isso o influenciou a seguir na carreira como músico. 

“Não venho de uma família de músicos, mas desde criança sempre fui influenciado, sempre ouvi músicas. Minha mãe sempre cantava pra gente também. Todos os (meus familiares) têm facilidade com a arte, mas nenhum seguiu. Isso me influenciou bastante, eu gostei e decidi seguir”, disse.

Sobre o Festival Toca, Luciano afirma que a experiência serviu de incentivo para dar continuidade ao seu trabalho como cantor e compositor. “Eu procuro ver essa oportunidade como um gancho para poder comentar mais o trabalho, gravar as canções, para poder investir mais nisso. Até porque já é algo que eu estou seguindo, ainda estou muito no início, e este festival veio até de surpresa pra mim, mas ele é um pontapé para eu poder continuar fazendo esse trabalho”, finaliza.

Mais informações:

Site do Festival Toca

Instagram do Festival Toca