Ministério Público do Rio pede inclusão de ex-CEO da Hurb na lista de procurados da Interpol

Empresário João Ricardo Rangel Mendes chegou a ser preso em Jericoacoara, mas foi solto após audiência de custódia.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Foto de João Ricardo Rangel Mendes.
Legenda: João Ricardo Rangel Mendes é ex-CEO da empresa Hurb (antigo Hotel Urbano), acusada de aplicar golpe em dezenas de clientes.
Foto: Reprodução / Redes Sociais.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) solicitou, nessa sexta-feira (9), a inclusão do empresário João Ricardo Rangel Mendes, ex-CEO da Hurb (antigo Hotel Urbano), na lista vermelha de procurados da Interpol, além do bloqueio do passaporte dele. Ele está foragido desde quarta-feira (7).

Acusado de furto qualificado e adulteração de identificação de veículo, João Ricardo Mendes respondia em liberdade, mas foi preso em flagrante na segunda-feira (05), no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Litoral Oeste do Ceará, por portar documento falso e estar com a tornozeleira eletrônica descarregada. 

Contudo, o empresário foi solto pela Justiça Estadual, em audiência de custódia, na tarde da terça (6).

Como mostrou o Diário do Nordeste, o juiz do Plantão Judiciário do 5º Núcleo Regional concedeu a liberdade provisória a João Ricardo, com aplicação de cinco medidas cautelares alternativas à prisão. Foram elas:

  1. Comparecimento mensal em Juízo até o quinto dia útil do Fórum de sua Comarca para informar e justificar suas atividades;
  2. Proibição de sair da Comarca em que reside sem autorização judicial;
  3. Recolhimento domiciliar diário a partir das 19h;
  4. Proibição de frequentar bares, vaquejadas, festas ou locais que vendam/forneçam bebida alcoólica;
  5. Não ser preso novamente.

No entanto, o MPRJ solicitou a prisão preventiva do ex-CEO da Hurb, ao ressaltar que ele vinha descumprindo as medidas impostas.

Na quarta-feira (07), a Justiça aceitou o pedido e destacou que o relatório referente ao uso da tornozeleira eletrônica aponta reiteradas violações do monitoramento, especialmente pela conduta de deixar o equipamento descarregar. 

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Desde então, após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça em razão do descumprimento de medidas cautelares, João Ricardo está foragido.

Como aconteceu a prisão no aeroporto

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o empresário foi detido enquanto tentava embarcar em um voo para Guarulhos, em São Paulo, após funcionários da companhia aérea e da equipe de segurança aeroportuária desconfiarem da irregularidade e acionarem policiais militares

"No local, durante a verificação da documentação apresentada, a equipe constatou que o documento de identidade era falso. Diante da confirmação da irregularidade, foi dada voz de prisão ao suspeito, que se encontrava utilizando tornozeleira eletrônica, a qual estava descarregada no momento da abordagem", disse a SSPDS, em nota. 

O suspeito foi conduzido à Delegacia Regional de Acaraú, onde foi autuado com base pelo artigo 304 do Código Penal Brasileiro - que trata do crime do uso de documento falso.

João Ricardo atuou como CEO da Hurb até o ano de 2023. Dezenas de clientes denunciaram à Polícia e à Justiça ter sofrido um golpe da empresa. Ele chegou a ser acusado de ofender e ameaçar clientes. 

Furto de obras de arte valiosas

João Ricardo Rangel Mendes foi preso em flagrante em abril de 2025 pelo furto de obras de arte valiosas de um hotel e de um escritório de arquitetura, ambos no Rio de Janeiro.

Em maio, ele foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por furto qualificado e adulteração de identificação de veículo.

Na ocasião, o órgão também pediu pela manutenção de sua prisão preventiva. Entretanto, ele foi solto com uso da tornozeleira eletrônica.

Antes do furto das obras de arte, o empresário já era réu em outro processo criminal, pelo crime de estelionato, segundo informações da Agência Brasil.

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