Justiça deve julgar habeas corpus de Hytalo Santos e do marido na terça-feira (23)

A defesa deles alega que "muitos pedidos" pela liberdade de Hytalo e Euro foram protocolados na Justiça

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Redação producaodiario@svm.com.br
montagem de fotos de Hytalo Santos e o marido Euro em presídio
Legenda: O casal é investigado por tráfico humano e exploração sexual infantil
Foto: Reprodução/Polícia Civil

Um pedido de habeas corpus de Hytalo Santos e do marido dele, Israel Vicente, conhecido como Euro, deve ser julgado pela Justiça da Paraíba na próxima terça-feira (23), na Câmara Criminal, em João Pessoa. As informações são do g1.

O casal, investigado por tráfico humano e exploração sexual infantil, foi preso em São Paulo no último dia 15 de agosto. Hytalo e Euro foram transferidos para a Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, na Paraíba, onde permanecem presos.

Eles são acusados de tráfico de pessoas e exploração de menores devido à produção de conteúdos para as redes sociais com crianças e adolescentes.

A defesa dos influenciadores, representadas pelo advogado Felipe Cassimiro, informou à publicação que "muitos pedidos" pela liberdade de Hytalo e Euro foram protocolados na Justiça e ainda aguardam decisão. Para a defesa, a prisão deve "se encerrar nos próximos dias".

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Relembre o caso

Hytalo Santos é investigado por exploração infantil a partir de uma denúncia anônima chegar ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) em dezembro do ano passado. Um grupo de adolescentes morava com o casal em João Pessoa e gravava uma série de conteúdos para as redes sociais em condições insalubres, segundo ex-funcionários de Hytalo. Uma adolescente chegou a ficar grávida na casa.

Um vídeo de denúncia do youtuber Felca fez o caso ganhar repercussão nacional ao expor a adultização de crianças e adolescentes vítimas de abuso por influenciadores. A prisão preventiva de Hytalo e do marido dele, Euro, foi solicitada.

Investigações

O Ministério informou que a apuração do caso iniciou em 17 de dezembro de 2024. Para o procurador do trabalho Flávio Gondim, "não há como negar que há exploração do trabalho infantil" na produção dos vídeos de Hytalo Santos.

Conforme a investigação do MPT contra os influenciadores, pelo menos três irregularidades trabalhistas foram apontadas:

  • O ‘trabalho infantil digital’, com a gravação intensa de vídeos diários direcionados pelo Hytalo;
  • A ‘exploração sexual’ considerada crime;
  • O ‘tráfico de pessoas’, por indícios de aliciamento em outra cidade, deslocamento, alojamento, privação de liberdade e ameaças às crianças.

Hytalo Santos também é alvo de investigação do Ministério Público da Paraíba (MPPB) por tráfico de pessoas e exploração sexual.

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