Humorista que matou miss no Paraná mandou áudio para jovem após crime, aponta investigação

Segundo a Polícia Civil, Marcelo Alves tentava despistar o envolvimento dele no crime

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Redação producaodiario@svm.com.br
Marcelo Alves e Raíssa
Legenda: Raissa foi morta no dia 2 de junho e seu corpo foi encontrado sete dias depois
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) descobriu que o humorista Marcelo Alves, réu pela morte da Miss Serra Branca Teen, Raíssa Suellen Ferreira da Silva, enviou mensagens de áudio para ela após assassiná-la, na tentativa de criar um falso álibi. As informações são do g1.

Em uma das gravações, Marcelo diz: “Tá todo mundo preocupado com tu aqui, cara. Faz tempo, desde segunda-feira que tu não entra em contato com ninguém. Aparece. Aparece, pelo amor de Deus. Entra em contato com 'nóis', ‘homi de Deus’. Pelo amor de Deus”.

A Polícia também encontrou outro áudio enviado a Raíssa antes de o crime acontecer. Nesse áudio, Marcelo convida a jovem para um trabalho em São Paulo, na tentativa de atraí-la para a casa dele.

Com a quebra do sigilo telemático, também foram encontradas imagens de itens que Marcelo e o filho dele, Dhony de Assis, tentavam vender. Para a Polícia, o material comprova que os dois planejaram fugir após a morte e ocultação do corpo da miss.

Raíssa foi morta no dia 2 de junho. O corpo dela foi encontrado sete dias depois, enrolado em uma lona em uma mata, após Marcelo procurar a Polícia e confessar o assassinato

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Denúncias do MP

Marcelo foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) pelos crimes de feminicídio, fraude processual qualificada e ocultação de cadáver. 

Dhony de Assis, que chegou a ser preso, mas foi liberado após pagar fiança, também foi denunciado por fraude processual qualificada e ocultação de cadáver. O MP informou que ainda há uma investigação em curso sobre a participação dele no feminicídio.

 

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