Bombeiros encerram buscas em Brumadinho sete anos após rompimento de barragem
Das 270 vítimas, duas não foram localizadas.
Sete anos depois do rompimento da barragem em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) encerrou as buscas por corpos e restos humanos na área atingida pelo deslizamento de lama.
Conforme informações do CBMMG repassadas ao portal g1, foram mais de 10 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração vistoriados e 268 corpos encontrados. Somente duas pessoas, ambas trabalhadoras da Vale, dona da barragem, não foram localizadas.
Nathalia de Oliveira Porto Araújo tinha 25 anos na época do rompimento e era estagiária na Vale havia apenas quatro meses. Tiago Tadeu Mendes da Silva era engenheiro mecânico recém-formado e estava na mina que rompeu havia menos de 20 dias.
Os bombeiros ainda afirmam que todos os rejeitos foram vistoriados. Mais de 5 mil militares participaram da operação conjunta, que contou ainda com uma gigantesca equipe de cães farejadores, máquinas e drones para auxiliar nas buscas por sobreviventes e corpos.
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Vítima foi identificada em 2025
No ano passado, Maria de Lurdes da Costa Bueno foi a 268ª vítima a ser encontrada. Ela tinha 59 anos e era natural de São Paulo, estando em Brumadinho a passeio.
A operação em Brumadinho foi considerada a maior ação de buscas da história do Brasil. Apesar disso, somente a procura por corpos e restos mortais foram encerradas.
A Polícia Civil mineira está analisando segmentos humanos encontrados no caminho dos destroços. Não foram informados quantos materiais ainda faltam ser analisados, mas os trabalhos de identificação continuam.