Desde o dia 28 de fevereiro deste ano, o mundo acompanha a escalada dos conflitos no Oriente Médio. Nessa data, os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque coordenado contra o Irã. Explosões foram registradas na capital Teerã e em ao menos outras quatro cidades.
Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio. Segundo a agência de notícias iraniana Fars, explosões foram ouvidas em cinco cidades: Isfahan, Qom, Karaj, Kermanshah e na capital Teerã.
Nos ataques, foi morto o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, que governou o povo iraniano por 40 anos. A confirmação aconteceu horas após o bombardeio.
Inicialmente, o regime iraniano havia negado o óbito, com porta-vozes afirmando que Khamenei estava "bem e seguro". No entanto, após o agravamento da situação interna, o falecimento foi admitido.
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RESPOSTAS
No dia 14 de março, a embaixada dos Estados Unidos no Iraque foi alvo de um ataque, após bombardeios em Bagdá contra um grupo pró-Irã que deixou três mortos, entre eles uma "personalidade importante", segundo fontes de segurança.
O Iraque foi arrastado para o conflito entre Israel e Estados Unidos contra o Irã depois que movimentos armados locais pró-Teerã passaram a reivindicar diariamente ataques com drones contra militares de Washington ou instalações petrolíferas.
Em resposta, as posições dessas facções passaram a ser alvo de ataques atribuídos aos Estados Unidos ou a Israel.
TRUMP SEM APOIO
Já no dia 16 de março, os aliados dos Estados Unidos na Otan rejeitaram a proposta de Donald Trump de que a aliança ajude a reabrir o Estreito de Ormuz .O trânsito de navios pela passagem, crucial para o comércio mundial de petróleo e gás, está bloqueado pelo Irã.
Os ministros das Relações Exteriores dos 27 países da União Europeia se reuniram, na data, em Bruxelas, para discutir uma possível modificação da missão naval do bloco no mar Vermelho para ajudar a reabrir Ormuz.
Ao final do encontro, a chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, reconheceu que "por enquanto não há disposição para mudar o mandato" da missão.
‘GUERRA MAIOR’
Com o bloqueio de Ormuz e a possibilidade de entrada de outros países no conflito, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, alertou para uma “guerra maior”.
"A guerra está fora de controle. O mundo está encarando a iminência de uma guerra maior", alertou o gestor, de acordo com a Reuters.
Guterres disse ainda que já havia alertado que os combates representavam o risco de desencadear uma reação em cadeia que ninguém conseguiria controlar.
NEGOCIAÇÕES PELA PAZ
A Casa Branca afirmou nesta quarta-feira (25) que ainda está em negociações com o Irã, apesar de Teerã supostamente ter rejeitado um plano dos EUA para encerrar a guerra, mas alertou que o presidente Donald Trump está pronto para "desencadear o inferno" se não houver acordo.
A mídia estatal iraniana citou um funcionário não identificado, dizendo que a república islâmica respondeu "negativamente" à suposta proposta de Trump, enquanto a guerra no Oriente Médio se aproxima da marca de quatro semanas.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, negou que as negociações com o Irã tivessem chegado a um impasse.
"As negociações continuam. Elas são produtivas", disse Leavitt em uma coletiva de imprensa quando questionado sobre o relatório iraniano.
Leavitt afirmou que havia "elementos de verdade" nas reportagens da mídia sobre os detalhes de um plano americano de 15 pontos que estabelecia exigências para Teerã, mas disse que algumas das reportagens "não eram inteiramente factuais".
A mídia americana e israelense afirmou que os pontos em questão envolviam o Irã renunciando a qualquer direito a um programa nuclear e concordando em desmantelar seu arsenal de mísseis balísticos.
Leavitt recusou-se a dizer com quem os EUA estavam lidando em Teerã após o assassinato do líder supremo Ali Khamenei, cujo filho e sucessor, Mojtaba Khamenei, não foi visto em público.
Há relatos de que o interlocutor do governo Trump seja Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento iraniano e uma das figuras não religiosas mais proeminentes do país.
A porta-voz também se recusou a confirmar as notícias de que altos funcionários dos EUA, incluindo o vice-presidente JD Vance, iriam se reunir com os iranianos no Paquistão, país que se tornou um mediador fundamental.