Os aliados dos Estados Unidos na Otan rejeitaram, nesta segunda-feira (16), a proposta de Donald Trump de que a aliança ajude a reabrir o Estreito de Ormuz .O trânsito de navios pela passagem, crucial para o comércio mundial de petróleo e gás, está bloqueado pelo Irã.
Os ministros das Relações Exteriores dos 27 países da União Europeia se reuniram nesta segunda em Bruxelas para discutir uma possível modificação da missão naval do bloco no mar Vermelho para ajudar a reabrir Ormuz. Ao final do encontro, a chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, reconheceu que "por enquanto não há disposição para mudar o mandato" da missão.
De Londres, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que trabalha com seus aliados em "um plano coletivo viável" para reabrir o estreito de Ormuz, mas destacou que "não será nem nunca foi considerado uma missão da Otan". Japão e Austrália também não preveem mobilizações.
O porta-voz do governo alemão, Stefan Kornelius, afirmou que a guerra de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã "não tem nada a ver com a Otan". "A Otan é uma aliança para a defesa do território de seus membros e, na situação atual, não existe mandato para mobilizar a Otan”, afirmou.
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Críticas de Trump
A resposta dos países foi criticada pelo presidente americano, classificando o posicionamento dos aliados como falta de compromisso com seu pedido para proteger os navios petroleiros no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% das exportações globais de petróleo e gás liquefeito.
"Estamos há 40 anos os protegendo e não querem se envolver", criticou o presidente americano, que incentivou "as demais nações" a se envolver "rapidamente e com grande entusiasmo".
Mais cedo, Trump havia afirmado ao Financial Times que a Aliança Atlântica enfrenta um futuro "muito ruim" se não ajudar a abrir o Estreito de Ormuz.