Legislativo Judiciário Executivo

Ministro da Agricultura é exonerado pelo governo para votar sobre relatório da CPMI do INSS

Carlos Fávaro ocupará o lugar da senadora Margareth Buzetti (MT).

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 21:18)
Pessoa em pé atrás de um púlpito transparente, usando terno escuro e gravata, com microfone à frente e mãos abertas em gesto de explicação, diante de fundo azul e bandeira ao lado.
Legenda: Volta de Fávaro ao Senado Federal muda composição da CPMI do INSS.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil.

Carlos Fávaro foi exonerado do cargo de ministro da Agricultura e Pecuária pelo governo na tarde desta sexta-feira (27). Agora, com a mudança, ele deve ocupar o lugar da senadora Margareth Buzetti (MT), alterando diretamente a composição da CPMI do INSS.

Margareth Buzetti (PP-MT) é suplente de Fávaro e titular do colegiado na quinta vaga do bloco parlamentar dos partidos MDB, PSDB, Podemos e União.

A mudança seria, então, uma suposta tentativa do governo para evitar o relatório do relator, Alfredo Gaspar (União-AL), que solicita à Advocacia do Senado um pedido para a Justiça sobre a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.

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O documento, que começou a ser lido nesta sexta (27), deve ser votado até sábado (28). A mudança aponta para uma expectativa do governo de reunir o voto de 20 parlamentares para rejeitar o texto do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL).

Após a exoneração de Fávaro, Margareth Buzetti fez reclamações durante a sessão de leitura do relatório final da comissão.

"O ministro Fávaro acabou de ser exonerado para votar no meu lugar. O governo deve estar com muito medo do seu relatório, digníssimo relator, que está tendo detalhes", disse ela.

Mudanças da CPMI do INSS

Essa, inclusive, não foi a única mudança na composição da CPMI do INSS. Base e oposição trocaram membros e aliados nos últimos dias em uma busca pela maioria dos votos. 

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, citado no relatório, virou alvo de suspeitas após o depoimento de um ex-funcionário de Antônio Camilo Antunes, empresário conhecido como "Careca do INSS", à PF.

Segundo ele, Antunes teria dito que pagava mesada de R$ 300 mil para o filho do presidente Lula com o objetivo de que ele fizesse lobby para a venda de medicamentos de canabidiol ao Ministério da Saúde. 

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