Lula diz estar 'muito satisfeito' por reunião com Trump na Casa Branca
Encontro entre os líderes se estendeu por quase três horas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que saiu "muito, muito satisfeito" da reunião com Donald Trump, na Casa Branca, nesta quinta-feira (7). O presidente norte-americano também demonstrou satisfação com o encontro, definindo Lula como um gestor "muito dinâmico".
A reunião inicialmente seria aberta à imprensa, mas acabou sendo realizado a portas fechadas.
"Eu saio muito, muito satisfeito da reunião. Acho que foi uma reunião importante para o Brasil e importante para os Estados Unidos. Eu sempre acho que a fotografia vale muito. E vocês perceberam que o presidente Trump rindo é melhor do que ele de cara feia?", disse o petista em uma coletiva na embaixada do Brasil em Washington.
Trump retribuiu os elogios do presidente brasileiro em uma mensagem na rede social Truth Social.
"Falamos sobre muitos temas, entre eles o comércio e, concretamente, as tarifas. A reunião transcorreu muito bem", escreveu o estadunidense após o encontro.
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Reunião de quase três horas
A visita de Lula à Casa Branca, que incluiu um almoço, se estendeu por mais de duas horas. Entre as negociações comerciais em jogo, Washington demonstrou interesse nas reservas de terras raras do Brasil, e a Embraer, empresa aeroespacial brasileira, considera os Estados Unidos um de seus maiores mercados, o qual busca manter sem barreiras tarifárias.
Eleições
Lula aproveitou para deixar claro que Donald Trump "não irá interferir" nas eleições do Brasil em outubro.
"Eu não acredito que [Trump] terá qualquer influência nas eleições brasileiras. Até porque quem vota é o povo brasileiro. E eu acho que ele vai se comportar como um presidente dos Estados Unidos, deixando que o povo brasileiro decida o seu destino", afirmou Lula.
Combate ao crime organizado
Os dois líderes também trouxeram para pauta a cooperação no combate ao crime organizado. Os Estados Unidos e o Brasil assinaram um acordo em abril para combater o tráfico de armas e drogas. Por meio desse acordo, compartilham dados, como inspeções por raio-X de contêineres que viajam dos Estados Unidos para o Brasil.
Trump priorizou o combate ao que chama de "narcoterrorismo" em seu segundo mandato e designou grandes cartéis latino-americanos como organizações terroristas estrangeiras.