Bolsonaro sai da prisão domiciliar para fazer exames médicos em hospital de Brasília
A ida do político foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de decisão do ministro Alexandre de Moraes
O ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), deixou a prisão domiciliar, na manhã deste sábado (16), para realizar exames médicos no Hospital DF Star, em Brasília.
A saída do político foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de decisão do ministro Alexandre de Moraes. O magistrado cobrou a apresentação de atestado de comparecimento.
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Ao sair da residência, o ex-chefe do Palácio do Planalto foi interpelado por jornalistas que o aguardavam. Apesar disso, Bolsonaro afirmou que não iria de manifestar.
Segundo seus advogados, o político tem apresentado refluxo e sintomas de "soluços refratários". Ao que publicou o g1, os exames médicos deverão durar entre 6h a 8h.
Entre os procedimentos indicados estão coleta de sangue e urina, endoscopia e tomografia. A avaliação foi indicada pela equipe médica que acompanha Jair Bolsonaro.
O ex-presidente está em prisão domiciliar desde 4 de agosto, após a Suprema Corte ter entendido que ele descumpriu medidas cautelares determinadas em julho, no âmbito de uma investigação sobre a ação dele e dos seus filhos para estimular sanções dos Estados Unidos contra o Brasil.
Julgamento de Bolsonaro
O julgamento da ação penal que pode levar à condenação de Jair Bolsonaro e outros sete réus por participação em uma suposta trama golpista, em 2022, vai começar em 2 de setembro no STF. A data foi agendada nesta sexta-feira (15) pelo ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma da Corte.
O cronograma definido prevê oito sessões dedicadas ao caso, com datas nos dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro de 2025, além de outras três sessões posteriores, se necessário. Segundo Zanin, o objetivo é garantir tempo para a análise integral das acusações contra o chamado “núcleo crucial” do processo.
A definição das datas para o julgamento atendeu uma solicitação do ministro Alexandre de Moraes, relator da ação judicial, que pediu a inclusão do processo na pauta.