Reduções da Petrobras não chegam aos postos do Estado

Estatal diminuiu o preço da gasolina três vezes no mês; preço médio caiu R$ 0,01

Legenda: Na Capital, o preço do litro da gasolina pode ser encontrado de R$ 4,62 a até R$ 4,72, segundo ANP
Foto: Foto: Reinaldo Jorge

Mesmo com três cortes no preço da gasolina anunciados pela Petrobras em janeiro, o último deles na última sexta-feira (31), os valores cobrados pelos postos de combustível no Estado praticamente não cairam. Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio cobrado pelo litro da gasolina no Ceará recuou apenas R$ 0,01 nas últimas quatro semanas - indo de R$ 4,69 a R$ 4,68.

Desde sexta, a Petrobras reduziu em 3% o custo do combustível nas refinarias. Antes disso, já havia anunciado cortes de 1,5% no dia 24 e de 3% no dia 14. Durante esse período, entretanto, a média dos valores cobrados pelos postos na Capital verificada pela ANP permaneceu praticamente inalterada (R$ 4,696, R$ 4,699 e R$ 4,694 nas três primeiras semanas de janeiro).

Na comparação com igual mês do ano passado, o preço do combustível acumula um aumento de 9,83%. Ao fim de janeiro de 2019, os cearenses pagavam, em média, R$ 4,27 pelo litro da gasolina.

Dos 221 estabelecimentos pesquisados pela agência entre 26 de janeiro e 1º de fevereiro no Estado, o litro da gasolina foi encontrado a partir de R$ 4,58, no Crato, a até R$ 5,20, em Crateús. Na Capital, a variação foi bem menor - a partir de R$ 4,62 a até R$ 4,72.

Etanol

Já o valor do etanol continuou crescendo no mês. Conforme o levantamento da ANP, o preço médio cobrado pelos postos cearenses pelo litro do combustível aumentou 0,62%, crescendo de R$ 3,70 a 3,73 em quatro semanas.

O mais barato encontrado pela agência na última semana chegou a R$ 3,36, em Fortaleza, onde o litro do etanol mais caro encontrado batia a casa de R$ 3,99. No Estado, o valor mais alto encontrado foi de R$ 4,09, em Crateús.

Antes de chegar às bombas dos postos para o consumidor final, diversos fatores, como impostos, margens de distribuição e revenda e mistura de biocombustíveis incidem sobre o preço do combustível. Os valores variam de acordo com a livre concorrência entre os estabelecimentos