Prévia da inflação: habitação e alimentos puxam queda de 0,08%

De acordo com IBGE, em outubro, a Região Metropolitana de Fortaleza apresentou o maior recuo do País na prévia da inflação oficial

Legenda: O grupo alimentação apresentou um recuo de 0,63% em outubro, o item cebola apresentou o maior abatimento de preço com deflação de 27,24%
Foto: Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A prévia da inflação oficial da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) recuou 0,08% em outubro ante o leve crescimento de 0,24% em setembro. A deflação foi puxada pela queda nos grupos habitação (0,74%) e alimentação (0,63%). Com este resultado, a Capital apresentou a maior queda do País no mês, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (22).

De acordo com o IBGE, o recuo do grupo habitação veio da queda de 3,31% no valor das taxas de energia elétrica. No grupo alimentação, tiveram abatimento de preço os itens: cebola (27,24%), raízes e legumes (19,32%), cenoura (18,15%), batata-inglesa (17,82%), feijão mulatinho (13,71%), tomate (12,30%), uva (8,79%) e mamão (8,21%).

Também apresentaram deflação os grupos: vestuário (0,58%), artigos de residência (0,19%) comunicação (0,13%) e educação (0,02%). Em contrapartida, os grupos saúde e cuidados especiais (1,04%), transporte (0,77%) e despesas pessoais (0,49%), apresentaram variação positiva em outubro.
 
Com o resultado, a RMF acumula no ano uma variação positiva de 3,51% e em 12 meses de 3,70%

Brasil

O país apresentou um leve avanço de 0,09% na prévia da inflação de outubro, após ter avançado à mesma taxa de 0,09% em setembro. No entanto, este é o menor resultado registrado para outubro desde 1998, quando foi de 0,01%.

O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pela reportagem, que esperavam de uma queda de 0,03% a uma alta de 0,12%, mas veio superior à mediana de 0,03%.

No mês, as regiões metropolitanas com maiores variações foram: Belém (0,28%), Salvador (0,20%), Rio de Janeiro (0,18%) e Belo Horizonte (0,15%).

Com o resultado agora anunciado, o IPCA-15 acumulou um aumento de 2,69% no ano. Nos 12 meses encerrados em outubro, o indicador ficou em 2,72%, abaixo do piso da meta de inflação para 2019, que é de 4,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo, mas acima da mediana das estimativas do mercado financeiro.

As projeções iam de avanço de 2,60% a 2,75%, com mediana de 2,66%.

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