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Parte do valor é especulativo

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br

O economista Henrique Marinho não teme à escalada do dólar. Para ele a oscilação é passageira e de caráter especulativo. Ele acredita que em até uma semana, a cotação da moeda americana no Brasil caia do patamar acima de R$ 4,00 para a faixa de R$ 3,80, nem que para isso o Banco Central precise intervir.

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"Em princípio a situação do dólar, hoje, foge totalmente da lógica econômica. Quando o real se desvaloriza, isso é refletido na fuga de capital externo. Mas esse movimento não está ocorrendo, tanto que as reservas internacionais do Brasil continuam em torno US$ 370 bilhões. Então, essa oscilação extrema é mais de caráter especulativo e o valor acima de R$ 4 é totalmente fora do parâmetro", afirma. Conforme o economista, "se os vetos da presidente Dilma tivessem sido derrubados, teríamos o desajuste do ajuste fiscal do governo. Mas não foi isso que ocorreu. Então essa elevação é meramente especulativa, pois algumas pessoas apostam no pior para ganhar mais. Mas em curto prazo, o dólar deve cair. Acredito que dentro de uma semana volte à faixa dos R$ 3,80", disse.

Mercado travado

Henrique Marinho lembra que ao mesmo tempo em que a alta do dólar prejudica, ela também traz benefícios. "A oscilação do dólar dá incerteza para quem opera com câmbio. Para o exportador também não é bom. Nenhum exportador vai querer vender para fora do País sem saber quanto vai ser pago pelo seu produto. Então, o dólar no patamar atual trava o mercado internacional. É ruim para quem exporta e para quem importa, a não ser para os que têm contratos firmados com antecedência".

Outro problema sério, se o cambio permanecer nessa elevação, é o aumento da inflação. "Porque o dólar impacta no preço do trigo, então aumenta o pãozinho. Aumentam também os preços de medicamentos, dos cosméticos, do petróleo. Então é um risco muito grande", disse.

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