Você sabia que pode receber aluguel sem ter imóvel?

Veja como investir em fundos imobiliários, os chamados FIIs.

Escrito por
Alberto Pompeu producaodiario@svm.com.br
Legenda: Existe uma forma muito mais acessível de receber aluguel todos os meses.
Foto: Shutterstock.

Durante muito tempo, quando alguém falava em receber aluguel, a primeira coisa que vinha à cabeça era um apartamento, uma sala comercial, um terreno. Um bem físico. Um patrimônio que a maioria dos trabalhadores nordestinos leva décadas para conquistar, quando conquista.

Mas existe uma forma muito mais acessível de receber aluguel todos os meses. E quase ninguém fala sobre isso aqui no Nordeste. Estou falando dos fundos imobiliários, os chamados FIIs.

Funcionam assim: o fundo reúne o dinheiro de vários investidores, compra ou constrói grandes empreendimentos imobiliários, como shoppings, galpões logísticos e hospitais, e os aluga para empresas. Esse aluguel é distribuído mensalmente entre quem investiu, na proporção de cada um.

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O detalhe que surpreende quem está começando: com menos de 30 reais, já é possível comprar uma cota e começar a participar dos rendimentos. Não é preciso ter o nome de imóvel algum para receber o aluguel.

Existe ainda outro ponto que poucos conhecem.

Os rendimentos pagos pelos FIIs são isentos de imposto de renda para pessoas físicas, desde que o investidor respeite alguns critérios previstos em lei. O valor cai na conta praticamente líquido.

Na média histórica dos últimos dez anos, o dividend yield do IFIX, principal índice de fundos imobiliários do Brasil, girou em torno de 8% ao ano. Isso significa renda mensal recorrente para quem mantém a consistência.

O que saber antes de investir? 

Mas é fundamental entender uma coisa antes de investir: FII não é dinheiro fácil. O preço das cotas oscila. Em momentos de juros altos, como o momento atual, os fundos imobiliários tendem a perder valor de mercado, mesmo continuando a pagar rendimentos.

Quem não está preparado para essa volatilidade pode se assustar e vender na hora errada. A estratégia que funciona é a do longo prazo. Comprar bons fundos, reinvestir os rendimentos e aumentar a posição ao longo dos anos.

É exatamente assim que muitas pessoas constroem renda passiva no Brasil. Começam com uma cota. Depois dez. Depois cem. Com o tempo, os rendimentos passam a pagar a conta de luz, o supermercado, o plano de saúde.

O maior erro do trabalhador brasileiro não é ganhar pouco. É acreditar que investir é algo distante da sua realidade. Quando você entende como o dinheiro funciona, ele começa a trabalhar para você.

E esse pode ser o primeiro passo para construir uma renda que não depende apenas do salário ou da aposentadoria do governo.

 

*Esse texto reflete, exclusivamente, a opinião do autor.

 

 

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