Samaria Rações investe R$ 50 milhões, amplia-se e dobra produção
Em 2019, a empresa produzia 1 mil toneladas/mês. Agora, produz 15 mil toneladas mensais.
Com investimentos superiores a R$ 50 milhões, a Samaria Rações, uma das empresas do Grupo Samaria, controlado pelo cearense Cristiano Maia, está dobrando sua capacidade de produção, que saiu de 8 mil toneladas/mês, no ano passado, para 15 mil toneladas/mês hoje. Esse volume alcançará, no próximo mês de dezembro, a marca de 20 mil toneladas nas suas duas unidades localizadas em Fortaleza, na margem Norte do IX Avel Viário, e em Goiana (PE), à margem da BR-101, entre Recife e João Pessoa.
Das 15 mil toneladas produzidas, 12 mil o são na unidade cearense. A ampliação e modernização das duas fábricas se faz com equipamentos de ponta tecnológica.
Ontem, 29 empresários cearenses da indústria e da agropecuária visitaram, sob testemunho desta coluna, a unidade fortalezense da Samaria Rações, que responde por 80% da produção da empresa. Eles ficaram positivamente impressionados com o que viram, principalmente com todo o processo industrial, que é controlado por computador e dirigido por executivos que vieram de grandes empresas concorrentes do Sudeste.
Também os impressionou o laboratório técnico e científico da indústria, que analisa sob rígidos critérios os 22 insumos que entram na composição das rações, dos quais 88% são de origem vegetal (entre esses insumos incluem-se farinha de trigo, sorgo, farelo de arroz, farelo de algodão, farelo e óleo de soja, óleo de peixe e gordura de frango, farinha de vísceras, calcário calcítico, óleo de peixe e aminoácidos sintéticos, por exemplo).
O equipamento de precisão do laboratório, dirigido por um trio de mulheres – uma engenheira de alimentos e duas químicas – realiza um exame a cada minuto.
A Samaria produz rações para cães, gatos, bovinos, equinos, peixes e camarões. Já focando na ampliação do rebanho bovino de corte do Ceará, como consequência da próxima implantação do frigorífico industrial do Grupo Masterboi em Iguatu, no Centro Sul do estado, a empresa de Cristiano Maia passará a produzir, também, uma ração especial para esse tipo de boi, “e esta é uma notícia em primeira mão”, disse ele ao grupo de visitantes.
Adquirida em 2019 da multinacional holandesa Trounw Nutrition, a unidade cearense da Samaria Rações ocupa uma área de três hectares na geografia de Fortaleza, no limite com o município de Itaitinga.
Cristiano Maia disse que, quando a comprou há seis anos, a fábrica tinha uma raquítica produção de 1 mil toneladas/mês, razão pela qual fez pesado investimento na sua ampliação para atender, em primeiro lugar, ao consumo de suas próprias fazendas de criação de camarão em Pendência, no Rio Grande do Norte, e Beberibe e Paraipaba, no Ceará (o Grupo Samaria é, também, o maior produtor de camarão do país).
Metade das rações que fabrica a Samaria destina-se à carcinicultura, tendo como principal cliente a Samaria Camarões. Mas vem crescendo bastante a produção de rações para pets, peixes, equinos e bovinos.
A empresa é a maior fabricante de rações do Nordeste e uma das grandes do país. Sua fábrica cearense tem, agora, com a nova ampliação, 19 grandes silos metálicos verticais, cuja capacidade de armazenamento varia de 230 toneladas até 2 mil toneladas. Entre os equipamentos recém-instalados, há uma moega que processa 90 toneladas por hora.
Na fábrica cearense da Samaria Camarões, trabalham, de domingo a domingo, em três turnos, 300 colaboradores. Nela, é intenso o movimento de caminhões pesados que entram com insumos e saem com produtos acabados.
Entre os que visitaram a fábrica de Cristiano Maia, que os recebeu ao lado de sua esposa Luzia e de seus filhos Moacy e Giscard, incluíram-se o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária (Faec), Amílcar Silveira, Tom Prado, Gentil Linhares, Jorge Parente, Raimundo Delfino, Marden Vasconcelos, Bessa Júnior, João e Fernando Franco, Rita Grangeiro, Fernando Grangeiro Filho, Candice Rangel, Luiz Roberto Barcelos, Gilson Gondim, Luiz Girão, Eduardo Rolim, João Teixeira, Santana Júnior, Zuza de Oliveira e Serginho Benevides.
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