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Minha Casa, Minha Vida: setor da construção prevê gerar até 10 mil vagas de emprego no Ceará

O assessor especial do Ministério das Cidades, Helder Melillo, revelou que estão 6.254 unidades do Faixa 1 estão previstas para serem contratadas no Estado

Escrito por Carolina Mesquita carolina.mesquita@svm.com.br
24 de Junho de 2023 - 14:00
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Legenda: Unidades em construção do Minha Casa Minha Vida devem crescer em até 30% nos próximos três anos
Foto: Fabiane de Paula

O retorno do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), além de reacender a esperança de famílias em situação de vulnerabilidade conquistarem a casa própria, também deve reanimar o setor de construção civil no Ceará.

Em visita ao Ceará para apresentar os novos detalhes do programa aos construtores locais, o assessor especial do Ministério das Cidades, Helder Melillo, revelou que estão 6.254 unidades do Faixa 1 estão previstas para serem contratadas no Estado.

O secretário executivo do Ministério das Cidades, Hildo Rocha, já havia estimado que o Ceará deve ter 50 mil unidades contratadas até 2026.

Helder Melillo, assessor especial do Ministério das Cidades, explica as novas regras do MCMV ao setor da construção civil do Ceará
Legenda: Helder Melillo, assessor especial do Ministério das Cidades, explica as novas regras do MCMV ao setor da construção civil do Ceará
Foto: Davi Farias / Divulgação

Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Ceará (Sinduscon-CE), Patriolino Dias, que promoveu o encontro, estima que entre 8 e 10 mil empregos devem ser gerados pelo setor nos próximos três anos apenas com a retomada do MCMV.

O empresário também indica que a quantidade de unidades em construção pelo programa deve avança em até 30% no mesmo período. A estimativa não considera os projetos financiados pelo Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), que disponibiliza recursos da União para a construção de unidades habitacionais.

As contratações através do FAR ficaram paralisadas durante o governo Bolsonaro e devem ser retomadas com o relançamento do MCMV.

É importante colocar que o Sinduscon, assim que o novo MCMV passou (no Congresso), se antecipou e chamou o assessor especial do Ministério das Cidades. É o primeiro estado que ele vem para tirar as dúvidas dos associados, justamente porque a gente pensa em como dar maior dinamismo no setor da habitação de interesse social no Ceará"
Patriolino Dias
Presidente do Sinduscon-CE

Dias também ressalta a importância dos construtores e dos municípios estarem a par das mudanças do programa. Isso porque, na versão antiga, era comum os estados do Nordeste, incluindo o Ceará, receberem bons volumes de subsídio que acabavam retornando para a União após não serem aplicados.

"Isso não pode existir, a gente está aqui justamente para dar uma ambiência melhor para os construtores, para justamente você conseguir complementar melhor o programa no Ceará", argumenta.

Prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, assina projeto de lei que isenção beneficiários do Faixa 1 do IPTU e ITBI
Legenda: Prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, assina projeto de lei que isenção beneficiários do Faixa 1 do IPTU e ITBI
Foto: Davi Farias / Divulgação

Na ocasião, o prefeito de Maracanaú assinou projeto de lei que pretende isentar as famílias beneficiárias do Faixa 1 do MCMV com isenção de Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI).

As desonerações são alguns dos requisitos que programa e, sendo aprovado na Câmara, habilita o município a participar do Minha Casa Minha Vida (MCMV).

Veja quais foram as principais mudanças do MCMV:

  • O subsídio para famílias de baixa renda nas faixa 1 (renda mensal de até R$ 2.640) e faixa 2 (até R$ 4,4 mil) passou de R$ 47 mil para até R$ 55 mil;
  • A taxa de juros para famílias que ganham até R$ 2 mil passou de 4,25% para 4% ao ano no caso das regiões Norte e Nordeste, e de 4,5% ao ano para 4,25% para Sudeste, Sul e Centro-Oeste;
  • O valor máximo do imóvel a ser comprado na faixa mais alta do programa, a faixa 3, para famílias que ganham entre R$ 4,4 mil e R$ 8 mil, passou para R$ 350 mil (antes esse teto era de R$ 264 mil);
  • O teto dos imóveis para faixa 1 e 2 do MCMV ficará entre R$ 190 mil e R$ 264 mil, a depender da localização do imóvel.
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