Média salarial do Ceará fica em R$ 1.411,09 e está abaixo do resultado brasileiro; veja por estado

Levantamento de marketplace de tecnologia mostra média de remuneração dos 27 estados brasileiros

Escrito por Lívia Carvalho, livia.carvalho@svm.com.br

Negócios
Legenda: Ceará ficou em 17º lugar no ranking nacional
Foto: Shutterstock

Uma pesquisa realizada pela Catho, marketplace de tecnologia, mostra a discrepância salarial entre os estados brasileiros. O Ceará, por exemplo, tem média salarial de R$ 1.411,09, abaixo do resultado brasileiro que é de R$ 1.667,64. Com isso, o estado ficou em 17º no ranking. 

A 63ª edição da Pesquisa Salarial aponta ainda que São Paulo é o estado com a maior média do País, de R$ 1.926,78. A região Sudeste, inclusive, é a que oferece maior remuneração para os profissionais brasileiros. 

Por sua vez, o Nordeste tem a menor remuneração com três estados ocupando as últimas colocações: Rio Grande do Norte (R$1.292,72), Sergipe (1.286,20) e Paraíba (1.282,66).

O levantamento foi realizado com base em dados coletados de mais de 2 milhões de profissionais e vagas de mais de 25 mil empresas em 4.063 cidades de todo país.

Veja o ranking completo

  1. São Paulo: R$ 1.926,78
  2. Rio de Janeiro: R$ 1.756,71
  3. Distrito Federal: R$ 1.731,48
  4. Paraná: R$ 1.631,66
  5. Santa Catarina: R$ 1.624,48
  6. Rio Grande do Sul: R$ 1.572,50
  7. Minas Gerais: R$ 1.542,37
  8. Amazonas: R$ 1.520,77
  9. Pará: R$ 1.512,54
  10. Mato Grosso: R$ 1.509,39
  11. Espírito Santo: R$ 1.503,64
  12. Bahia: R$ 1.488,07
  13. Mato Grosso do Sul: R$ 1.453,34
  14. Maranhão: R$ 1.450,18
  15. Goiás: R$ 1.435,83
  16. Pernambuco: R$ 1.427,47
  17. Ceará: R$ 1.411,09
  18. Tocantins: R$ 1.398,36
  19. Roraima: R$ 1.387,14
  20. Rondônia: R$ 1.372,15
  21. Amapá: R$ 1.336,09
  22. Acre: R$ 1.325,18
  23. Alagoas: R$ 1.304,66
  24. Piauí: R$ 1.303,50
  25. Rio Grande do Norte: R$ 1.292,72
  26. Sergipe: R$ 1.286,20
  27. Paraíba: 1.282,66

Desigualdade social 

O economista e professor da Universidade Federal do Ceará, Érico Marques, explica que a discrepância entre as regiões é algo histórico, já que o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil é concentrado na região Sudeste. "Consequentemente, quando uma região é mais rica, a tendência é que os salários sejam maiores. Ao longo das últimas décadas o Sudeste é a região com o maior PIB". 

Porém, de acordo com o economista, é preciso olhar para além da média salarial e analisar também o poder de compra nos estados. O custo de vida no Nordeste, por exemplo, é menor que no Sudeste com relação a serviços como imóveis, escola, alimentação. No caso de produtos manufaturados o Sudeste apresenta preços mais baratos. 

"O problema maior do Nordeste não é a média salarial, é a questão da desigualdade e a concentração de renda. Quando vamos para o interior dos estados, temos uma excessiva pobreza, ao contrário de estados como São Paulo, onde as cidades são mais desenvolvidas e com melhor qualidade de vida. A gente tem melhorado com os investimentos, mas ainda temos muito a crescer principalmente no interior do estado".