Da batata-inglesa à picanha: veja os alimentos que ficaram mais caros em outubro, em Fortaleza

Aceleração dos preços impacta negativamente as famílias de baixa renda, que gastam uma parte maior do orçamento com essas despesas, de acordo com o IBGE

Legenda: A picanha teve elevação de 10,06% no mês passado, segundo o IPCA
Foto: Divulgação

Quem foi aos supermercados de Fortaleza em outubro fazer as tradicionais compras do mês deve ter notado que os preços de alguns produtos ficaram mais caros em relação a setembro. Da batata-inglesa à picanha, alguns itens sofreram elevação nos valores, que acarretaram em uma alta média de 0,83% em outubro na inflação da capital cearense, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (6). 

Confira os Itens que mais tiveram alta nos preços:

- Batata-inglesa: 18,44%
- Tomate: 15,95%
- Óleo de soja: 15,44%
- Arroz: 11,41%
Picanha: 10,06%

Produtos que tiveram maiores quedas nos preços:

- Manga: - 27,82%
- Cebola: - 13,35%
- Cheiro-verde: - 9,14%
- Hortaliças e verduras: - 7,98%
- Banana-prata: - 6,63%

De acordo com o IBGE, a aceleração dos preços dos alimentos prejudica sobretudo as famílias de baixa renda, que gastam uma parte maior de seu orçamento com essas despesas. Outubro, de acordo com a instituição, apresentou uma desaceleração do índice geral de alimentos e bebidas em comparação a setembro, mês que havia assinalado salto de 3,22%, enquanto, em outubro, a alta havia sido de 1,98%.

Alimentação fora do domicílio

Embora tenha representado uma diminuição quando comparada a setembro (2,21%), a alimentação fora do domicílio aumentou 0,75% em outubro. O valor de sorvetes, por exemplo, tiveram elevação de 2%; e o de refrigerantes e água mineral subiu 1,85%.

Cesta básica

A cesta básica de Fortaleza registrou uma inflação de 5,10% em outubro. A alta nos preços de nove dos 12 produtos da cesta básica fez com que um trabalhador, para adquirir os produtos, respeitadas as quantidades definidas para a composição dela, tivesse que desembolsar R$ 510,54, conforme o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sociais e Econômicos (Dieese)

Segundo o Dieese, a inflação nos preços da cesta básica foi motivada pela alta de nove produtos que estão nela, como o tomate (28,32%), o óleo (12,81%) e a farinha (7,83%). Foram observadas, também, baixas em três produtos: a banana (-2,67%), o leite (-1,67%) e o açúcar (-0,36%). Observando as variações semestral e anual da cesta básica, em Fortaleza, verifica-se que foram de 5,82% e 31,86%, respectivamente.

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