Ceará cresce 1,73% em 2019

Dado confirma crescimento acima da média nacional, que registrou 0,89% no ano, segundo o Banco Central

Legenda: Desenvolvimento de hubs no Estado, como o aeroportuário, influenciou ono crescimento da economia local.
Foto: Foto: Thiago Gadelha

A economia do Ceará finalizou o ano de 2019 com um desempenho positivo de 1,73% no ano, conforme registrou o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-CE), divulgado ontem (14), pelo Banco Central. O dado leva em consideração a série com ajuste sazonal, que no Estado, apontou um crescimento acima da média vista na região Nordeste (0,72%) e do País (0,89%).

Estímulos

Na avaliação de Luiz Trotta, presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará (Ibef-CE), o resultado obtido pelo Estado se traduz como resposta dos estímulos feitos pelo Governo.

"A nossa economia está respondendo aos estímulos que o Governo fez, como os hubs que foram desenvolvidos para escoar produção e gerar mais renda. As ações que foram tomadas pelo Governo contribuem para que a gente tenha essa repercussão melhor", pontua o presidente.

Considerado como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), o IBCR-CE se manteve estável na passagem de novembro a dezembro.

Para Trutto, as vendas do varejo no fim do ano tiveram "um crescimento neutro" e que as expectativas "não se concretizaram, dispondo um resultado menor". Com o desempenho obtido em dezembro, o último trimestre de 2019 fechou com uma queda de 1,72% na comparação com o trimestre anterior, de julho a setembro.

No Nordeste, a atividade econômica obteve um avanço de 1,03% na passagem de novembro a dezembro, na série com ajuste sazonal. Em comparação a dezembro de 2018, o índice registra alta de 0,91% e, nos últimos 12 meses, um crescimento de 0,72%.

Projeções

O presidente do Ibef-CE ainda destaca que a expectativa do mercado é que o Ceará encerre o PIB de 2019 ao redor de 1,1%, com "o terceiro ano consecutivo de crescimento". Já para 2020, o cenário é uma "incógnita", uma vez que existem circunstâncias que podem comprometer o crescimento, como o coronavírus.

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