Juliana Paes responde 'colega' e diz que foi 'agredida com palavras', após defender Nise Yamaguchi

Atriz recebeu críticas nas redes sociais por defender médica que foi acusada na CPI da Covid de promover a divulgação do "tratamento precoce"

Escrito por Diário do Nordeste e Folhapress,

Zoeira
Montagem de fotos do vídeo em que juliana se fala de críticas recebidas após defender nise yamaguchi
Legenda: A atriz citou que não compactua com ideais de "extrema-direita" e "extrema-esquerda" e falou que não é eleitora de Bolsonaro
Foto: Reprodução/Instagram

Polêmica envolvendo Juliana Paes, que defendeu a médica Nise Yamaguchi, que depôs na CPI da Covid-19 nesta semana, foi comentada pela atriz no Instagram na noite dessa última quarta-feira (2). Ela publicou um vídeo de cinco minutos afirmando que foi "agredida com palavras" por uma "colega" do meio artístico. 

A atriz comentou que resolveu se posicionar depois de "ter sido acusada de ser covarde, desonesta e criminosa" por uma atriz cujo nome não foi revelado por ela. No entanto, devido a publicações de Samantha Schmütz depois do vídeo de Juliana, internautas especulam que a mensagem foi para ela. 

"Cara colega, apesar de ter sido agredida por suas palavras caluniosas, eu me dispus a te responder por todas as cenas que eu emocionei ao seu lado", declarou Juliana Paes no início do vídeo. Schmütz e Paes já atuaram juntas em uma novela.

Assim como nas redes sociais, a colega teria dado a entender que a atriz "não se posiciona" e que apoia o governo federal.

Atriz diz que não apoia Bolsonaro

Paes disse não aprovar os ideais "arrogantes de extrema-direita" e os "comunistas de extrema-esquerda" e reiterou que não é eleitora do presidente Jair Bolsonaro. "Tenho críticas severas a esse que nos governa. Por outro lado, não quero que governe o Brasil essa oposição que se insinua para o futuro. Então estou num ambiente onde não me sinto representada por ninguém", justificou.

"Já falei publicamente sobre querer vacinas, mas eu não vou fazer isso todos os dias. Fui a primeira a pedir que as pessoas ficassem em casa quando você ainda nem estava tão preocupada, mas não me sinto no direito de pedir para as pessoas ficaram sem trabalhar", disparou.

Juliana afirmou querer "acolhimento a todas as causas minoritárias", mas "independentemente de ideologia política". A artista se defende falando que não é por que uma pessoa não fala de política o tempo inteiro que está necessariamente de um lado ou de outro.

A atriz Letícia Sabatella, 50, não concordou com o que foi dito por Juliana e a chamou para uma conversa. "Sempre tive e sigo com o mesmo carinho e admiração por você. Um dia, a gente pode conversar com calma, te mostraria que, através de muitas fake news disseminadas para acreditarmos que o Brasil corre o risco de virar uma ditadura comunista, partem de quem está querendo implantar uma ditadura em nosso país", disse.

Samantha Schmütz

Apesar de não ter sido citada no vídeo, a atriz Samantha Schmütz, 42, com quem Juliana Paes contracenou em 2015 na novela "Totalmente Demais", rebateu os posicionamentos de Paes nesta quinta-feira (3) e tem sido apontada como o alvo das críticas.

"Não existe nenhuma 'extrema esquerda' atuando com poder relevante no Brasil", declarou Samantha em publicação no Instagram. 

Outro post de Schmütz diz: "Não é obrigação de nenhum artista ou de qualquer cidadão ter uma posição política pública. Mas é bem-vindo aquele que quando resolve se pronunciar entenda minimamente sobre o que escolheu colocar em pauta".

Ainda na quarta-feira (2), Samantha já havia publicado uma indireta no Instagram: "Gente, quem não está falando não é porque está em cima do muro. É porque está do outro lado do muro mesmo. O lado que dá vergonha de estar", publicou.

Os nomes de ambas figuraram entre os assuntos mais comentados nas redes sociais assim como a palavra "comunismo", citada por Juliana em seu discurso. Procurada, a assessoria de imprensa de Samantha Schmütz disse que ela não comentaria o caso.