Operação Capital Limpa e Ordenada amplia ações em Fortaleza
Propondo qualidade de vida ao cidadão, iniciativa combina coleta, educação ambiental e ordenamento urbano
Fortaleza enfrenta um desafio real na manutenção da limpeza urbana. A complexidade do problema envolve a coleta de resíduos, o comportamento da população e a ocupação dos espaços públicos. Nesse contexto, a Prefeitura de Fortaleza amplia a Operação Capital Limpa e Ordenada, com foco na atuação integrada entre órgãos municipais e na mobilização dos moradores. Diferentes secretarias foram reunidas, prevendo contemplar as 12 regionais de Fortaleza, com 36 vias consideradas estratégicas.
A operação teve início no dia 2 de março e envolve órgãos como a Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis), a Secretaria da Conservação e Serviços Públicos (SCSP), a Secretaria Municipal da Infraestrutura (Seinf), a Secretaria Municipal da Educação (SME), a Secretaria Municipal do Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), a Guarda Municipal de Fortaleza, além das Secretarias Regionais e outras coordenadorias municipais.
Balanço de resíduos recolhidos
Até 23 de março de 2026, a força-tarefa já havia recolhido cerca de 856 toneladas de resíduos, com média diária próxima de 40 toneladas. No mesmo período, foram atendidos aproximadamente 185 pontos de descarte irregular por dia, sendo mais de 90 deles considerados reincidentes, que seguem sob monitoramento e coleta regular por parte do Município.
“O principal desafio atual na limpeza urbana de Fortaleza é o descarte irregular de resíduos em pontos críticos, como nas avenidas principais. Essa prática gera acúmulos que demandam operações intensivas, impactando diretamente na eficiência da coleta domiciliar e a destinação adequada”, explica Abreu Machado, secretário municipal da Conservação e Serviços Públicos.
O resultado já é perceptível em alguns dos corredores atendidos pela operação, como na Avenida Leste-Oeste. No local, os dados indicam uma queda progressiva dos pontos de descarte irregular ao longo da ação, partindo de níveis acima de 120 no início de março e chegando a cerca de 65 pontos em menos de um mês.
Apesar de oscilações pontuais, a tendência geral é de redução, acompanhada também pela diminuição do volume recolhido. Atualmente são coletadas na avenida em torno de 11 toneladas diárias, frente a uma realidade que chegou a 49 toneladas no início da força-tarefa.
Monitoramento das áreas
Sistemas de videomonitoramento permitem a identificação de possíveis situações de descarte irregular. “A utilização do videomonitoramento é essencial, porque com ele, conseguimos ter em tempo real todo o acompanhamento”, destaca Guilherme Magalhães, superintendente da Agefis.
Ele ainda explica que, a partir de algoritmos, o sistema seleciona trechos considerados suspeitos e encaminha o material para ser verificado por um fiscal. Após essa análise, quando há confirmação de infração, a equipe é direcionada ao local ou realiza a autuação com base nas imagens registradas. O uso de drones complementa o monitoramento em diferentes pontos da cidade.
Primeira etapa
As ações foram concentradas nas avenidas Leste-Oeste, Duque de Caxias e General Osório de Paiva. Nos primeiros 15 dias, mais de 464 toneladas de resíduos foram recolhidas em pontos de descarte irregular. Além da limpeza, a estratégia busca reduzir a reincidência desses pontos, com base em fiscalização e conscientização.