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Feira de business aquecerá setor

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 00:00, em 12 de Julho de 2015)
Legenda: Hoje, 88% das vendas do vestuário são feitas para outros estados, em especial São Paulo
Foto: Foto: HONóRIO BARBOSA

Uma das metas apontadas pelo setor de confecções em seu plano estratégico foi o de fazer com que a atividade no Ceará voltasse, até 2008, ao pódio no Brasil, entre as que mais geram fluxo econômico. O intento ainda está distante, mas a câmara setorial aponta alguns avanços que já foram alcançados após a criação da agenda. Um deles é a realização da primeira feira de business do segmento no Estado.

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Em abril do ano que vem, será realizado o Salão Ceará Moda Contemporânea, no Centro de Eventos do Ceará (CEC), em Fortaleza. O espaço já está alugado.

"O Ceará nunca teve uma feira especifica de business. O que havia era participação das empresas locais em feiras nacionais. Essa feira, portanto, fará toda a diferença", acredita o primeiro-secretário da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Vestuário (CS Vestuário), Marcus Venicius Rocha.

De acordo com ele, a feira temo potencial de dar maior visibilidade às confecções produzidas no Estado do Ceará, além de movimentar a economia do setor, através dos negócios que são firmados durante o evento. Ele aponta que a feira também é uma oportunidade para o setor buscar novos mercados.

Destino das vendas

Hoje, informa Rocha, 88% das vendas do vestuário são feitas para outros estados, especialmente para São Paulo. Apenas 12% ficam para o mercado local.

"A saída tem sido criar marcas locais, agregar valor ao nosso produto e ir para a venda final. Algumas empresas passaram a trabalhar com lojas próprias", informa o empresário.

Elevação da produtividade

Outra das metas registradas na agenda estratégica é elevar a produtividade do setor, que vinha em queda nos últimos anos. O primeiro-secretário da câmara setorial adianta que esse objetivo vem, aos poucos, sendo alcançado. Apesar de ainda baixa, a produtividade tem tido melhora desde que foi iniciado o trabalho através da agenda.

"Sem o planejamento, haveria uma miopia total do setor e, com isso, não haveria integração dos elos da cadeia. Com dados e ações, a gente tem tentado reduzir isso. Se continuasse como estava, com os elos desagregados, estaria muito mais complicado", diz Marcus Venicius Rocha. (SS)

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