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Boeing investe US$ 15 bi em novo avião; testes estão atrasados há seis anos

Projeto deve entregar maior aeronave de dois motores do mundo.

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
Foto que contém modelo Boeing 777X.
Legenda: Boeing 777X será a maior aeronave de dois motores do mundo, com alcance de mais de 13 mil km.
Foto: Giuseppe Cacace/AFP.

Anunciado em 2013, o Boeing 777X deve, enfim, chegar de forma comercial ao mercado da aviação. A aeronave, com capacidade para mais de 400 passageiros, entra na etapa final de testes para obter a certificação para voos, com investimento de mais de US$ 15 bilhões (R$ 77,4 bilhões na cotação atual).

O projeto, que tinha previsão de entrega em 2020, atrasou sucessivamente ao longo dos anos por uma série de questões, desde testes até entrega dos motores.

Conforme informações do portal Aeroin, a expectativa das companhias aéreas é de que o Boeing 777X continue em período de testes e consiga a certificação definitiva em 2027.

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No meio de março, a aeronave foi autorizada pelo Federal Aviation Administration (FAA), a autoridade aeroportuária dos Estados Unidos, a avançar em testes com pilotos e engenheiros do órgão.

Essa etapa acontece para verificar o desempenho e a conformidade do avião com os requisitos de segurança e certificação.

O programa 777X atualiza o já bem-sucedido 777 e agora prevê duas aeronaves: o 777-8, com capacidade entre 384 e 395 passageiros. Já o 777-9 será o maior avião bimotor do mundo em transporte de pessoas, podendo transportar mais de 420 em configuração de classe única.

Testes dos freios do 777X ultrapassam 1.300 ºC

Nesta sexta-feira (3), a Boeing anunciou a realização de um teste crítico com a aeronave. Os freios foram verificados após a interrupção de uma decolagem em alta velocidade, com o peso máximo da aeronave.

O conjunto de freios atingiu mais de 1.300 ºC (cerca de 2.500 ºF) no que a Boeing considera como "pior cenário possível". Os reversores de empuxo, estruturas instaladas nos motores e que ajudam na desaceleração da aeronave, não foram acionados.

"São condições que nunca serão vistas em operação real, mas os regulamentos exigem, e nós testamos", afirmou Brianna Hitchcock, engenheira de testes de voo da empresa.

É mais uma etapa da certificação da aeronave. Os freios foram os únicos responsáveis por parar a aeronave, com desgaste até o limite para aumentar a exigência.

Após a parada, os freios começaram um princípio de incêndio, já previsto pelo fabricante e rapidamente controlado com o nitrogênio esvaziado dos pneus e pelas equipes de segurança.

 

 

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