Camilo: CPMF para maiores rendas
Após passar alguns dias dessa semana em encontros em Brasília, em que se discutiu os novos ajustes fiscais do governo federal e o retorno da CPMF, para cobrir os rombos da Previdência Social, o governador Camilo Santana mantém o seu posicionamento em relação ao ano passado. "Ainda quando a CPMF era apenas para a área da saúde, propus um corte. Só pagaria quem ganha acima de 15 salários mínimos. Isso retira 95% da população brasileira", afirma.
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O governador é enfático ao dizer que quem tem que pagar a conta do País são os que tem mais. "No mundo todo é assim, como nos Estados Unidos e na China". Para ele, a distribuição de riqueza do Brasil tem que ser mais igual. "É isso que eu defendo", acrescenta.
Quem acaba pagando a conta e as consequências são os trabalhadores. Ele vê o momento ruim e difícil para se discutir o retorno da CPMF, pela recessão da economia, mas é uma proposta que precisa ser debatida. "Não dá para ficar paralisado. É preciso ter união nesse momento", destaca o governador.
Camilo observa, ainda, que os governadores estão unindo as forças e foram ao Congresso Nacional informar que querem colaborar com o debate sobre os ajustes fiscais, pois querem encontrar as saídas, sejam elas quais forem, para superar a crise.
A arrecadação dos Estados pelo Fundo de Participação dos Estados (FPE) teve queda significativa para o repasse da União por conta da arrecadação que diminuiu. "Isso afeta os serviços prestados do Estado e também a capacidade de investimento do Ceará", declara.
Investimentos
O governador lembra que, mesmo com esse quadro, nos seis primeiros meses de 2015, o Ceará foi o terceiro estado brasileiro que mais investiu em obras públicas. "Precisamos pensar como vai ser em 2016. Se o Brasil não tiver uma sinalização de recuperação ou uma retomada de crescimento da economia, isso pode se agravar no próximo ano".
Ele defende que, tanto governadores como prefeitos, se antecipem a isso. "Estamos nesse debate para colaborar, pois a crise não afeta apenas a União, afeta aos estados e municípios também". Precisamos encontrar as saídas adequadas e mais justas para esse momento". (CK)