Emilio Dantas e Fabíula Nascimento dizem ser 'imbatíveis como casal' após série juntos

O envolvimento com câmera, enquadramento e foco, além da interpretação, fez com que eles crescessem, inclusive como casal

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Legenda: Na trama, o casal na vida real dá vida a um casal em meio a uma crise, prestes a se separar
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Apesar dos currículos extensos, Fabíula Nascimento, 42, e Emilio Dantas, 37, afirmam que a maior aventura da suas carreiras foi gravar cenas de uma série em casa. O envolvimento com câmera, enquadramento e foco, além da interpretação, fez com que eles crescessem, inclusive como casal. O público pode conferir o resultado nesta terça-feira (22) em mais um episódio de "Amor e Sorte" (Globo).

De acordo com eles, foi uma delícia poder conduzir toda a gravação, já que a direção era remota. "Não foi difícil, foi muito novo e prazeroso, uma grande descoberta. Mas confesso que tive medo de ter uma pane tecnológica e a gente perder um dia de trabalho", conta Fabíula. Devido à pandemia, eles receberam um caminhão em casa com todos os equipamentos devidamente higienizados.

Na trama, o casal na vida real dá vida a um casal em meio a uma crise, prestes a se separar. Porém, eles se deparam do dia para a noite com a pandemia do novo coronavírus, o que faz com que precisem se suportar mais um tempo sob o mesmo teto. As reflexões a partir disso, sobre como direcionamos o olhar para dentro de nós mesmos e de nossas relações, têm muito a ver com os dias atuais.

"Tudo fica muito misturado. Estamos há cinco meses nessa loucura. A gente olha para dentro da gente. Nesse tempo todo, nós refizemos nossos caminhos, repensamos, piramos, conversamos sobre diversos temas, dos desejos, do futuro próximo. E, claro, colocamos em prática esse episódio de 'Amor e Sorte'.

Descobrimos que somos imbatíveis e maravilhosos como casal", conta a atriz. Até mesmo os cachorros do dois fazem uma ponta no episódio. Partiu deles mesmos a ideia de incluir os animais, algo que foi incentivado pelas autoras Adriana Falcão e Jô Abdu. Ambos também pintaram uma tela especialmente para o episódio. O capítulo promete emocionar, como diz o idealizador do projeto Jorge Furtado. "O humor é uma espécie de cura para a cabeça e nos ajuda a não enlouquecer."

Além de tudo isso, a oportunidade de manusear a câmera alimentou a vontade dos dois de trabalhar atrás dos holofotes. Fabiula já teve a chance de ser assistente de direção durante um de seus filmes, rodado no Tocantins, e agora gosta da ideia de seguir esse caminho. "Queremos fazer um documentário com os velhinhos do nosso condomínio sobre a história de vida deles. Empolgamos", conta ela.

Paranoias de quarentena
A quarentena de Emilio Dantas e Fabiula Nascimento tem sido agitada. De acordo com eles, as conversas e o tempo livre possibilitaram momentos únicos. "Um dia começamos a ver luzes às 3h na Pedra da Gávea e achamos que eram extraterrestres. Fomos pesquisar e descobrimos que eram pessoas com lanternas. Olha só. Tivemos muito tempo para ir da tristeza à loucura, do medo às gargalhadas", recorda Fabíula. Já Emilio também conta ter tido suas paranoias, principalmente devido às preocupações com o coronavírus.

"Certa vez eu fui buscar uma comida e dei um soquinho na mão do entregador. E a partir daquele momento eu pirei. Quase chorei. Pensei: 'por que eu fiz isso?'", lembra.

Além disso, o ator conta que durante algum tempo resgatou o figurino de um antigo personagem para ir à rua. "Durante dois meses os vizinhos me viram sair de casa vestido como Beto Falcão [cantor de axé de 'Segundo Sol', Globo, 2018]. Ele tinha vários macacões que cobriam até o pescoço e com mangas longas. Era perfeito para sair de casa com aquilo", diverte-se.

Fora as neuras, Dantas afirma que eles evoluíram como casal. Tanto pela quarentena quanto pela maior convivência e oportunidade de trabalhar juntos. "Agora estamos mais abertos a conversar dentro do universo um do outro. O mais difícil é lembrar o cérebro que não estamos em condições normais, que passamos por uma fase na qual não devemos nos cobrar coerência ou crítica, medos e anseios".

Para Fabíula, tem sido complicado ficar longe de familiares e de amigos. Mas o jeito é segurar a barra e torcer para tudo passar logo. "Na pandemia, um dia estamos grandes e no outro estamos pequenos, e assim vamos nos equilibrando. Não podemos achar que tudo está normal."

Mais episódios independentes
A série "Amor e Sorte" foi criada como uma opção para manter produções inéditas mesmo as restrições impostas pela pandemia. Assim, a Globo recrutou artistas que estavam juntos nesse período de isolamento social. Entre eles estão as atrizes Fernanda Montenegro e Fernanda Torres, mãe e filha na vida real, e o casal Caio Blat e casal Lázaro Ramos e a esposa, Taís Araújo, casados na vida real.

"A ideia surgiu da necessidade de inventar. Lembrei que têm vários atores que estavam quarentenados juntos por serem casados ou por serem família. É um jeito de enfrentar esse momento com mensagem positiva de histórias que falam desse momento triste, mas ao mesmo tempo com esperança", reforça o supervisor de texto da série, Jorge Furtado.

Outro casal recrutado para a série o formado pelos atores Caio Blat e Luisa Arraes, que protagonizam o episódio da próxima semana, com texto deles próprios e de Jorge Furtado, falando sobre um relacionamento que começa exatamente quando as pessoas precisam entrar em confinamento.

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