Veja o que muda com a nova licença-paternidade no Brasil

Nova legislação regulamenta direito previsto na Constituição de 1988

(Atualizado às 09:52)
Pai e filho em gramado.
Legenda: As novas regras passam a valer a partir de 1º de janeiro de 2027.
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil.

O projeto de lei que amplia a licença-paternidade no Brasil foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta terça-feira (31). Com a mudança, os pais passam a contar com até 20 dias de afastamento do trabalho a partir do nascimento do bebê, e não apenas cinco, como prevê a legislação atual. 

Também foi criado o salário-paternidade como benefício previdenciário, com o objetivo de equiparar a proteção à paternidade às garantias já existentes para a maternidade. 

Quem tem direito?

O benefício é concedido ao empregado, com remuneração integral, em razão de nascimento de filho, de adoção ou de guarda judicial para fins de adoção de criança ou adolescente, sem prejuízo do emprego e do salário.

A nova lei regulamenta um direito previsto na Constituição desde 1988 e amplia sua abrangência. Passam a ter acesso à licença e ao novo benefício previdenciário também os microempreendedores individuais (MEIs), trabalhadores domésticos, avulsos e segurados especiais

Veja também

Quando começa a valer? 

A lei deve ser publicada nesta quarta-feira (1º) no Diário Oficial da União. As novas regras passam a valer a partir de 1º de janeiro de 2027. O texto prevê que a ampliação do benefício se dará de forma gradual, no prazo de quatro anos: 

  • 10 dias nos dois primeiros anos de vigência da lei;
  • 15 dias no terceiro ano;
  • 20 dias a partir do quarto ano.

A licença ainda poderá ser dividida em dois períodos, a partir da requisição do empregado. Em caso de morte da mãe, o pai terá direito ao período da licença-maternidade, que é de 120 dias. 

 

Assuntos Relacionados