Tenente-coronel da PM de Rondônia é preso com centenas de ampolas emagrecedoras
Flagrante ocorreu na Ponte da Amizade em Foz do Iguaçu; oficial transportava substâncias sem autorização sanitária e poderá responder em liberdade após pagar fiança de R$ 30 mil.
Um oficial da Polícia Militar de Rondônia foi detido em flagrante no último sábado (2) ao tentar ingressar no território brasileiro com uma carga irregular de medicamentos. No veículo conduzido pelo tenente-coronel as autoridades localizaram mais de 300 ampolas de tirzepatida.
A substância é um princípio ativo utilizado no tratamento de diabetes e obesidade que auxilia na saciedade e no controle dos níveis de açúcar no sangue. A ação foi conduzida por agentes da Receita Federal e da Polícia Federal na Ponte Internacional da Amizade, localizada em Foz do Iguaçu, no Oeste paranaense, fronteira com o Paraguai.
Além das ampolas, também foram apreendidas com Davi Machado de Alencar quatro unidades de retratutida, uma droga voltada à perda de peso que ainda se encontra em fase de testes clínicos e não possui aval dos órgãos reguladores para comercialização ou uso.
De acordo com os órgãos fiscalizadores, o transporte desses produtos de forma irregular configura crime previsto no Código Penal para substâncias sem autorização sanitária ou falsificadas. A punição para esse tipo de delito pode variar entre 10 e 15 anos de reclusão, além de multa.
Em sua justificativa aos agentes, o oficial alegou que havia adquirido os medicamentos no Paraguai para fins de uso familiar. Embora pertença aos quadros da PM, Alencar consta no Portal da Transparência como funcionário da Secretaria de Estado de Patrimônio e Regularização Fundiária de Rondônia, com rendimentos brutos mensais na casa dos R$ 45 mil.
Após a autuação, a Justiça Federal aceitou um pedido de liberdade provisória, condicionando a soltura do militar ao pagamento de uma fiança de R$ 30 mil. Até o momento, segundo informações do g1, não houve confirmação sobre a efetivação do pagamento ou o posicionamento oficial da defesa e da corporação militar sobre o episódio.