Crianças de 7 e 10 anos são vítimas de estupro coletivo em SP; família descobre pela internet
Família foi intimidada e teve receio de registrar Boletim de Ocorrência.
Duas crianças de 7 e 10 anos foram vítimas de estupro coletivo na cidade de São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo. O crime foi registrado no dia 21 de abril, mas só chegou ao conhecimento policial após a irmã das vítimas encontrar as imagens na internet, três dias depois. A informação é do g1.
Em menos de uma semana, cinco suspeitos foram identificados pela Polícia Civil de São Paulo. Deles, quatro são menores de idade, sendo apreendidos. O adulto, de 21 anos, identificado como Alessandro Martins dos Santos, foi encontrado na Bahia, para onde fugiu por medo de morrer, segundo as investigações.
“No local, os guardas identificaram que Alessandro tinha características compatíveis com as do foragido. Questionado, ele confessou participação no estupro e afirmou ter fugido de São Paulo por medo de morrer”, afirmou o Guarda Civil Municipal (GCM) de Brejões, Bahia, Cláudio Sérgio Silva Souza.
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ATRAIAM CRIANÇAS COM BRINCADEIRAS
A delegada Janaína da Silva Dziadowczyk, do 63° Distrito Policial da Vila Jacuí, uma das responsáveis pela investigação, compartilhou em coletiva de imprensa que as crianças foram atraídas com mentiras sobre brincadeiras na casa dos criminosos, que eram seus conhecidos.
“Eles eram vizinhos e as crianças tinham confiança neles. Chamaram pra soltar pipa. Eles foram atraídos para esse imóvel porque falaram: 'vamos soltar pipa, aqui tem uma linha'. Um dos adolescentes disse que era uma brincadeira que acabou escalando, mas a iniciativa de gravar foi do maior”, afirmou a delegada.
FAMÍLIA INTIMIDADA
Ainda de acordo com a delegada, a família estava sendo pressionada para não registrar boletim de ocorrência na delegacia, mesmo sabendo que as imagens estavam circulando na internet. O Boletim de Ocorrência só foi registrado quando a irmã, que não mora mais com a mãe, teve conhecimento.
“Quando ela viu o vídeo identificou o irmão e veio e registrou o boletim de ocorrência. Mas ela não tinha detalhes e não sabia o local. A família saiu com medo lá. Teve gente que saiu com a roupa do corpo. Então, foi uma dificuldade encontrar essas vítimas. Elas vieram à delegacia, foram ouvidas e as crianças submetidas a exames", disse Janaína.