Polícia investiga estupro coletivo de duas crianças em São Paulo; quatro suspeitos são presos

A violência foi registrada em vídeos e áudios, que passaram a circular nas redes sociais nos últimos dias.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Prédio de delegacia de polícia com fachada branca e detalhes em vermelho, identificado como “Polícia 63º Distrito”. A entrada possui um portão aberto, com um carro branco estacionado em frente. À direita, há uma placa institucional e uma bandeira do estado de São Paulo hasteada. O local é cercado por muros brancos, com árvores e fiação elétrica visíveis ao redor, sob céu parcialmente nublado.
Legenda: As investigações estão sob responsabilidade do 63º Distrito Policial, na Vila Jacuí.
Foto: Reprodução/Google Maps.

A Polícia Civil de São Paulo investiga um caso de estupro coletivo contra duas crianças, de 7 e 10 anos, ocorrido na região de São Miguel Paulista, na zona leste da capital. Até o momento, quatro suspeitos foram detidos – três adolescentes e um homem de 21 anos –, enquanto um quinto envolvido segue foragido.

A violência foi registrada em vídeos e áudios, que passaram a circular nas redes sociais nos últimos dias. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) conseguiu identificar cinco pessoas que participaram da ação.

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O suspeito maior de idade, identificado como Alessandro Martins dos Santos, foi preso na noite de sexta-feira (1º) no município de Brejões, no interior da Bahia, após ser localizado pela Guarda Civil Municipal (GCM).

De acordo com o comandante da GCM, Cláudio Sérgio Silva Souza, o homem foi encontrado em uma residência após denúncia de tentativa de furto. Durante a abordagem, os agentes perceberam que ele tinha características semelhantes às do investigado.

Questionado, o suspeito confessou envolvimento no crime e afirmou que deixou São Paulo por temer represálias. Ele foi encaminhado à Delegacia Territorial de Jequié, onde permanece preso temporariamente, aguardando transferência.

Na capital paulista, três adolescentes já foram apreendidos – dois na cidade de São Paulo e um em Jundiaí, na Região Metropolitana. A polícia segue em diligências para localizar o quarto menor envolvido.

Investigações

As investigações estão sob responsabilidade do 63º Distrito Policial, na Vila Jacuí. Segundo as autoridades, os envolvidos teriam gravado ao menos cinco vídeos com registros dos abusos. Parte desse material teria circulado nas redes sociais, o que gerou indignação entre moradores da região.

O crime aconteceu no dia 21 de abril, mas só foi comunicado às autoridades três dias depois. Na tarde de sexta-feira (1º), um protesto foi realizado em São Miguel Paulista, reunindo moradores que pediam justiça e punição aos responsáveis.

De acordo com informações apuradas, uma das vítimas chegou a ficar desaparecida por três dias após o ocorrido.

Segundo o subprefeito de São Miguel Paulista, Divaldo Rosa, a família demorou a denunciar o crime por medo. Ele também informou que as vítimas foram incluídas em programas de proteção.

As crianças receberam atendimento médico e psicológico por meio da rede municipal de saúde e foram encaminhadas a um hospital de referência.

O Conselho Tutelar acompanha o caso e intermedia o contato entre serviços de assistência social e as famílias.

A criança de 10 anos foi acolhida, junto com familiares, em um equipamento social da prefeitura. Já a vítima de 7 anos passou a viver com o pai, em outro município, sob acompanhamento das autoridades.

Encaminhamentos

Em nota, as advogadas Nathália Vieira, Fernanda Rosa, Maria Eduarda Ferrari e Eloa Romeiro, que representam uma das famílias, afirmaram que “a família está sendo devidamente respaldada em todos os âmbitos necessários, recebendo o suporte jurídico e acompanhamento integral diante dos fatos ocorridos”.

As defensoras também destacaram que irão atuar para responsabilização dos envolvidos. “Ressaltamos que serão adotadas todas as medidas cabíveis para a devida responsabilização dos envolvidos, com atuação firme e contínua junto às autoridades competentes”, disseram.

A Secretaria da Segurança Pública informou que as investigações continuam com o objetivo de localizar todos os suspeitos e esclarecer completamente o caso. Até a última atualização, as defesas dos adolescentes apreendidos e do adulto preso não haviam sido localizadas.

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