Caso Benício: investigação responsabiliza equipe médica e diretores de hospital por morte de criança
Mais detalhes serão exibidos no Fantástico do próximo domingo (3).
Chegou ao fim a investigação que buscava identificar os culpados pela morte do menino Benício Xavier, de 6 anos, ocorrida no último dia 23 de novembro. A criança estava internada em um hospital particular de Manaus (AM) quando recebeu uma dose incorreta de adrenalina na veia e foi a óbito.
A apuração concluiu que a médica que fez a prescrição errada, a técnica de enfermagem que aplicou a injeção de adrenalina e dois diretores do hospital devem ser responsabilizados. As informações são da apuração do Fantástico, da TV Globo, que deve apresentar mais informações sobre o caso neste domingo (3).
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A morte de Benício ocorreu no Hospital Santa Júlia, na capital do Amazonas. O menino foi levado pela família para o equipamento de saúde no dia 22 de novembro com tosse seca e suspeita de laringite.
De acordo com a família, ele recebeu prescrição de lavagem nasal, soro, xarope e três doses de adrenalina intravenosa de 3 ml a cada 30 minutos, aplicadas por uma técnica de enfermagem.
Foi justamente após a injeção de adrenalina que o quadro de Benício piorou. Ele ficou pálido, com membros arroxeados e relatou sentir "o coração queimando". A criança ainda chegou a ser levada para a UTI, mas sofreu paradas cardíacas e não resistiu.
Médica usava carimbo de pediatria sem ter especialidade
Em dezembro, o g1 relevou que a médica Juliana Brasil, investigada pela morte de Benício Xavier, pode responder por falsidade ideológica e uso de documento falso, além de homicídio doloso por dolo eventual.
Ela, que admitiu que prescreveu adrenalina intravenosa para a criança, utilizava carimbo e assinaturas referentes à especialidade de pediatria, mas sem ter o título oficialmente reconhecido.
"Realizamos um estudo a respeito da questão dela ter assinado a especialização de pediatria no carimbo e ter assinado o nome dela com a expressão pediatria. Todas as regulamentações do Conselho Federal de Medicina indicam que o médico que não possui uma especialização não pode se identificar de nenhuma forma, com nenhuma referência a uma especialidade que ele não possui, e ela fez isso", afirmou o delegado, à época.
A defesa de Juliana Brasil afirmou à Rede Amazônica que, embora ela não tenha o título de especialista em pediatria, é formada desde 2019 e atuava legalmente na área, com experiência prática.