Tenente-coronel acusado de matar esposa PM irá a júri popular, decide STJ
Caso da policial militar Gisele Alvez veio a público em fevereiro após mulher ser encontrada morta dentro da própria casa.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, nesta terça-feira (28), que o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a própria esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, deverá ser julgado pela 5ª Vara do Júri da Justiça Comum, vinculada ao Tribunal de Justiça de São Paulo.
O tenente-coronel é réu por feminicídio e fraude processual. Além do suposto crime ligado à morte da esposa, ele também é acusado de modificar a cena do crime para simular um suicídio.
A policial militar de 32 anos morreu com um tiro na cabeça no dia 18 de fevereiro de 2026, na casa onde morava com o companheiro, no Brás, na região central de São Paulo.
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Como o caso envolvia militares, a investigação também tramitava na Justiça Militar. Entretanto, a decisão aponta, agora, que o oficial será submetido ao Tribunal do Júri por se tratar de um crime doloso contra a vida, com uma pena que pode ir de 20 anos até 40 anos.
Segundo a defesa de Gisele, responsável por comunicar a decisão, testemunhas para a audiência já teriam sido indicadas, mas a audiência ainda será marcada na 5ª Vara do Júri.
Relembre o caso
A policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada com um tiro na cabeça no dia 18 de fevereiro, no apartamento onde morava com o marido.
Inicialmente, as autoridades trataram o caso como suicídio. Entretanto, já no dia 20 de fevereiro, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a morte passou a ser apurada como feminicídio.
O tenente-coronel da Polícia Militar paulista, Geraldo Leite, foi a primeira pessoa que viu o corpo dela e quem pediu ajuda.
Conforme o boletim de ocorrência de Geraldo Leite, divulgado pelo portal Uol, o casamento entre os dois agentes passava por dificuldades desde o ano passado. As brigas eram constantes e os ciúmes do marido também tinham virado um ponto de conflito entre os dois.
Laudos da perícia desmentiram a versão dada por ele logo após a morte. Segundo a investigação, o celular de Gisele teria sido bloqueado logo depois do tiro e algumas mensagens foram apagadas.
Atualmente, o tenente-coronel está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo.