Quem era Alice Ribeiro, repórter da Band que morreu em acidente em MG
Jornalista voltava de uma gravação com o cinegrafista Rodrigo Lapa quando o carro colidiu com um caminhão.
A jornalista Alice Ribeiro, de 35 anos, teve a morte confirmada nesta quinta-feira (16), após se envolver em um grave acidente na BR-381, em Sabará (MG).
Natural de Belo Horizonte, Alice era casada com um agente da Polícia Rodoviária Estadual e mãe de um menino com menos de um ano. Trabalhava com jornalismo desde 2015, quando se formou pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais.
Após a graduação, Alice atuou nas TVs Globo Minas, Alterosa (afiliada do SBT) e RecordTV Minas, além de emissoras independentes em outras partes do País, como TV Leste, afiliada da RecordTV em Governador Valadares, e pela Rede Bahia, afiliada da TV Globo.
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Em 2021, ingressou na Band, trabalhando de Brasília. Em 2024, se mudou para a capital mineira, onde atuava desde então.
Alice tinha voltado a trabalhar em tempo integram em dezembro do ano passado, pós licença-maternidade.
Fora das câmeras, era mãe presente, torcedora do Cruzeiro e bastante ativa nas redes sociais, onde administrava uma pádedicada à história do irmão, Bernardo Ribeiro, de 38 anos, que tem transtorno do espectro autista.
Familiares afirmam que Alice estava feliz em organizar o aniversário de um ano da criança, antes de falecer.
O acidente
O carro de reportagem em que a jornalista estava colidiu de frente com um caminhão na BR-381, na tarde desta quarta-feira (15). O cinegrafista Rodrigo Lapa, de 49 anos, estava dirigindo o veículo e morreu no local.
A equipe retornava à capital mineira após fazer uma reportagem sobre a importância da duplicação da rodovia para a diminuição do índice de acidentes.
Alice chegou a ser internada ainda na quarta-feira e levada ao hospital, onde foi diagnosticado que estava em coma por traumatismo craniano. Ela permaneceu sob cuidados intensivos até a confirmação da morte encefálica.
O que é morte encefálica?
Segundo o Ministério da Saúde (MS), a morte encefálica acontece quando há perda total das funcções encefálicas cerebrais.
Quando isso ocorre, a parada cardíaca será inevitável e, embora ainda haja batimentos cardíacos, a respiração não acontecerá sem ajuda de aparelhos e o coração não baterá por mais de algumas poucas horas.
Por isso, a morte encefálica caracteriza a morte de um indivíduo. Ao fiagnóstico ser confirmado, o óbito do paciente é emitido e a família comunicada imediatamente.
Nesta ocasião, os órgãos e tecidos podem ser doados para transplante, com o consentimento da família. No caso de Alice, os familiares afirmaram que serão doados doados rins, pâncreas, fígado e córneas da jornalista.
Quem era Rodrigo Lapa?
Rodrigo Lapa era natural de Porto Alegre, sendo radicado em Minas Gerais. "Era mais que um profissional dedicado; era uma presença que irradiava alegria por onde passava", escreveu a Band Minas. Ele teve passagens pela Band Minas entre 2022 e 2024, e retornou à emissora em dezembro de 2025.