Morre Constantino Júnior, ex-CEO e fundador da Gol, aos 57 anos

Presidente do Conselho da companhia aérea, ele lutava contra um câncer há anos.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 10:55)
Homem de terno escuro e gravata clara sentado à mesa, sorrindo para a câmera; ao fundo, imagem de um avião com o logotipo da GOL entre nuvens, em ambiente corporativo.
Legenda: Fundador e ex-CEO da Gol, Constantino Júnior faleceu na manhã deste sábado (24), aos 57 anos
Foto: Eduardo Viana/Divulgação GOL

O empresário Constantino Júnior morreu na manhã deste sábado (24), aos 57 anos. Ele é o fundador da Gol e atuava como presidente do Conselho de Administração da companhia aérea. 

Ele foi o CEO da Gol desde a fundação, em 2001, até o ano de 2012, quando deixou o comando da empresa e assumiu a presidência do Conselho, que ele já integrava desde 2004. 

Constantino Júnior lutava contra um câncer há anos e estava internado em um hospital no momento em que faleceu. As informações são da Folha de S. Paulo. 

A Gol se manifestou sobre a morte do fundador e disse que "se solidariza com os familiares e amigos, expressando seus sentimentos e reconhecendo seu legado". "Sua liderança, sua visão estratégica e, sobretudo, seu jeito simples, humano, inteligente e próximo deixaram marcas profundas em nossa cultura", diz a companhia, por meio de nota. 

"Os princípios estabelecidos por seu fundador fizeram a companhia crescer e hoje fazer parte de um grupo internacional. Eles seguem vivos na Gol e continuam transformando a aviação no Brasil", acrescentou. 

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Trajetória de Constantino Júnior

Antes de fundar a Gol, Constantino atuou, entre 1994 e 2000, como diretor da Comporte Participações, o grupo controlador de empresas de transporte terrestre de passageiros.

Em 2001, ele fundou a Gol e se tornou o primeiro presidente da companhia aérea, que tinha como objetivo desenvolver um o modelo de "baixo custo, baixa tarifa" no Brasil.

Durante a sua presidência, a Gol adquiriu a Varig. 

A saída do cargo de CEO ocorreu apenas em 2012, quando ele passou a presidir o Conselho de Administração, do qual já participava desde 2004. Ele ficou na presidência do conselho até a data da morte. 

Ele também foi um dos fundadores e integrava o Conselho de Administração do Grupo ABRA, holding de aviação criada em 2022 e que é responsável pelo controle das companhias aéreas Gol, no Brasil, e Avianca, na Colômbia.