Mais 34 pesquisadores renunciam e pedidos de demissão na Capes chegam a 114

Coordenadores e consultores da área de Engenharias assinaram carta de demissão coletiva nessa terça-feira (7)

demissões no capes
Legenda: Baixas no órgão já atingiram as áreas de Matemática, Física, Química e Astronomia
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Mais 34 pesquisadores assinaram nessa terça-feira (7) carta de renúncia coletiva da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Com isso, o número de demissionários no órgão já chega a 114 desde a última semana.

O grupo que abriu mão dos cargos é formado por três coordenadores da área de Engenharia Aeroespacial, Engenharia Mecânica, Engenharia Naval e Oceânica e Engenharia de Produção, e 31 consultores que atuavam na avaliação dos programas de pós-graduação no triênio 2017-2020.

"Não há condições, neste momento, de se produzir uma avaliação dos programas de pós-graduação com a qualidade necessária para o cumprimento de seu papel de orientadora das políticas públicas para o desenvolvimento da pós-graduação brasileira", justificam os pesquisadores na carta. 

Na avaliação deles, a decisão judicial do dia 2 de dezembro não derrubou a liminar sobre a proibição da avaliação quadrienal dos cursos de mestrado e doutorado, mas apenas julgou pela "reformulação" da sentença. 

"A decisão da justiça proferida, em 2 de dezembro, não foi pela cassação da liminar, mas apenas por sua reformulação, uma vez que ela permite a retomada dos trabalhos de avaliação, mas proíbe a publicação dos resultados até que a justiça se pronuncie sobre o mérito da ação".

Histórico de demissões

Os primeiros pedidos de demissão na Capes ocorreram no dia 29 de novembro deste ano, quando 46 coordenadores e seis coordenadores saíram das áreas de Matemática, Probabilidade e Estatística e de Física e Astronomia por falta de "apoio e respaldo" ao trabalho deles.

Já na última quarta-feira (1º), outros coordenadores e 25 consultores da área de Química renunciaram aos cargos alegando que a Capes não se dedica à defesa das avaliações suspensas desde setembro por uma decisão judicial.

 

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