Fiocruz analisa vacinas da Oxford e deve liberar lote para distribuição aos estados neste sábado

Imunizantes estão em Bio-Manguinhos para checagem de qualidade e segurança, além de rotulagem, com etiquetagem das caixas com informações em português

Caminhões retiram lote de vacinas contra a covid-19 de avião
Legenda: Lote de imunizantes vindo da Índia chegou ao Brasil no fim da tarde de sexta-feira (22)
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A  Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) trabalha desde a madrugada deste sábado (23) na análise de segurança das duas milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca que chegaram ao Brasil no fim da tarde da última sexta-feira (22). A previsão é que o imunizante comece a ser distribuído aos estados ainda na tarde de hoje. 

Nas redes sociais, o governador Camilo Santana afirmou que espera receber 72.500 doses neste fim de semana. A vacina chegou ao País em um voo da Emirates que pousou às 17h20 no Aeroporto de Guarulhos. A carga foi transportada em um avião da Azul até a Base Aérea do Galeão, na qual chegou às 22h. O avião foi recebido na pista por um batismo simbólico, com jatos de água lançados em forma de arco pelos bombeiros do Aeroporto Rio-Galeão.

Da Base Aérea, as vacinas seguiram em caminhões refrigerados para o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), para checagem de qualidade e segurança, além de rotulagem, com etiquetagem das caixas com informações em português.

Esse processo está sendo feito por equipes treinadas em boas práticas de produção. A previsão é de que as vacinas estejam prontas para distribuição no período da tarde. Toda a logística de distribuição ficará sob a responsabilidade do Ministério da Saúde, por meio do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19.

Ministros recebem lote da vacina 

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, recebeu o lote em solo brasileiro, ao lado dos ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e das Comunicações, Fábio Faria. Também estavam presentes o embaixador da Índia, Suresh Reddy, e a presidente da Fiocruz, Nisia Trindade. Esta última se juntou ao grupo no Rio de Janeiro. Esse lote de vacinas foi fabricado pelo Instituto Serum, na Índia, e era aguardado desde sábado (16), mas teve atraso no envio por questões internas da Índia. 

Ministros recebem vacina
Legenda: O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, recebeu o lote ao lado do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, do embaixador da Índia, Suresh Reddy, e da presidente da Fiocruz, Nisia Trindade
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

"A encomenda tecnológica prevê 100 milhões de doses para o primeiro semestre. Essas 2 milhões de doses são apenas o início. É o começo do processo. O objetivo do Ministério da Saúde é a vacinação em massa do povo brasileiro. E isso vai nos colocar, rapidamente, no topo da lista do número de vacinados. Com 8 milhões de doses, nós passaremos a ser o segundo país do ocidente que mais vacinou", disse Pazuello, em pronunciamento à imprensa na Base Aérea.

O ministro Ernesto Araújo ressaltou a cooperação e a relação diplomática com a Índia. "Isto aqui é o começo de uma parceria tanto na área farmacêutica quanto em muitas outras áreas com a Índia. País pelo qual temos uma admiração imensa, uma amizade imensa, que agora se consolida ainda mais", disse Araújo.

O embaixador indiano classificou o momento como um dia histórico entre os dois países. "Este dia traz sorrisos e otimismo a muitas pessoas. O Brasil é o primeiro país a receber esta carga e nós estamos muito orgulhosos de fazer parte deste processo. A Índia assegurará vacinas para todos os países e todos os povos", disse Suresh Reddy.

Para a presidente da Fiocruz, a chegada da vacina é uma vitória da ciência. "Neste momento de perdas, ter a vacina é uma esperança que vem da ciência, que vem do Sistema Único de Saúde. É uma vacina com 70% de eficácia e que poderá ser administrada no intervalo de 12 semanas. Isto será muito importante para o nosso sistema de saúde", ressaltou Nísia Trindade.

 

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