Trump lamenta condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe: 'Era um bom homem'

No dia 15 de julho, Trump garantiu que não é amigo de Bolsonaro, mas criticou o Brasil por investigar o ex-presidente

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(Atualizado às 19:41)
Trump ao lado de Bolsonaro
Legenda: É a primeira vez que o líder norte-americano se manifesta sobre Bolsonaro depois de um hiato após aplicar as taxas de 50% contra os produtos brasileiros
Foto: ALAN SANTOS/Brazilian Presidency/AFP

O presidente dos EUA, Donald Trump, chamou a condenação de seu aliado brasileiro de extrema-direita, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por acusações de conspiração para golpe na quinta-feira (11) de "muito surpreendente".

"Eu achava que ele era um bom presidente do Brasil, e é muito surpreendente que isso tenha acontecido. É muito parecido com o que tentaram fazer comigo, mas não conseguiram", disse Trump a repórteres. "Ele era um bom homem”, complementou.

É a primeira vez que o líder norte-americano se manifesta sobre Bolsonaro depois de um hiato após aplicar as taxas de 50% contra os produtos brasileiros para defender Bolsonaro.

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No dia 15 de julho, Trump garantiu que não é amigo de Bolsonaro, mas criticou o Brasil por investigar o ex-presidente sobre tentativa de golpe.

"O presidente Bolsonaro não é um homem desonesto. Ele ama o povo do Brasil, lutou muito pelo povo do Brasil. Ele negociou acordos comerciais contra mim pelo povo do Brasil e foi muito duro", alegou o republicano em entrevista coletiva.

"Olha, ele não é como um amigo meu, é alguém que eu conheço. E eu o conheço como um representante de milhões de pessoas. Brasileiros são ótimas pessoas. [...] Querem colocá-lo na cadeia. Acho que é uma caça às bruxas e acho muito lamentável. Ninguém está feliz com o que o Brasil está fazendo porque Bolsonaro era um presidente respeitado", acrescentou Trump.

Condenação de Bolsonaro e outros sete réus no STF

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta terça-feira (11) o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e os outros sete réus do "núcleo crucial" da tentativa de golpe de Estado no Brasil orquestrada em 2022.

O presidente do órgão colegiado, ministro Cristiano Zanin, foi o último a votar, após a ministra Cármen Lúcia, e acompanhou a maioria dos ministros e reconheceu integralmente a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Após o voto, ele detalhou seu posicionamento para cada um dos acusados e foi iniciada a dosimetria das penas.

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