A mulher morta a tiros por um agente de imigração em Minneapolis, nos Estados Unidos, foi identificada como Renee Nicole Good, de 37 anos. O assassinato da mulher durante uma operação da Polícia de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), na quarta-feira (7), gerou indignação entre moradores locais e protestos são esperados na cidade americana, nesta quinta-feira (8).
Segundo a mídia americana, Renee Good era cidadã norte-americana, mãe, poeta e cinéfila. Ela estudou escrita criativa na Old Dominion University em Norfolk, Virgínia.
O caso ocorreu durante um protesto contra as políticas de imigração de Trump na cidade do estado de Minnesota, no norte dos Estados Unidos. Renee morreu após ser atingida por vários tiros à queima-roupa enquanto tentava se afastar de agentes do ICE, que estavam ao lado do seu carro e alegaram que ela bloqueava a passagem.
Imagens gravadas do incidente mostram um agente tentando abrir a porta do carro da mulher enquanto ela tentava se afastar. Nesse momento, outro agente mascarado disparou três tiros contra o carro da vítima. O veículo então perdeu o controle e colidiu com outros carros estacionados.
O corpo ensanguentado de Renee foi visto caído dentro do veículo por diversas pessoas presentes, que passaram a confrontar os agentes após o ocorrido.
Para a emissora local FOX9, uma das testemunhas descreveu a cena como macabra. "A passageira que sobreviveu saiu do carro coberta de sangue", disse a testemunha, que também afirmou que um homem que se identificou como médico tentou se aproximar de Good para ajudá-la, mas agentes do ICE o impediram.
Governo alega legítima defesa
O governo Trump rapidamente afirmou que a mulher tentou matar os agentes atropelando-os, declaração contestada pelo prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, que chamou a versão de "merda". A mãe de Good, Donna Ganger, disse ao Minnesota Star Tribune que a filha "provavelmente estava apavorada" no momento do incidente e que não queria um confronto com os agentes do ICE.
A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que "qualquer perda de vida é uma tragédia", mas classificou o incidente como "terrorismo doméstico", alegando que a vítima "estava assediando e obstruindo o trabalho do ICE o dia todo".
Em conta oficial no X, o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) alegou que o agente disparou "em legítima defesa".