Trump afirma que EUA irá administrar Venezuela 'por muitos anos'
O presidente da nação estadunidense ainda enfatizou que irá reconstruir o país latino 'de maneira muito mais lucrativa'.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país continuará a "administrar" a Venezuela, bem como extrair o petróleo de suas reservas, "por muitos anos". A declaração foi feita nesta quinta-feira (8), em entrevista para o jornal estadunidense The New York Times.
No começo da semana, a vice-presidente Delcy Rodriguez foi reconhecida como presidente interina do país pelas Forças Armadas venezuelanas. Quanto à gestão, Trump declarou que Rodríguez "está nos dando tudo que consideramos ser necessário".
Questionado quanto à duração da ingerência do país norte-americano sobre a Venezuela, o presidente respondeu que "só o tempo irá dizer". Repórteres do NYT reforçaram a pergunta, supondo estimativas de três meses, seis meses e um ano. "Eu diria um tempo muito mais longo", foi a resposta de Trump.
Iremos reconstruir [a Venezuela] de maneira muito mais lucrativa. Vamos usar petróleo, e vamos importar petróleo. Vamos baixar o preço do petróleo, e vamos dar dinheiro à Venezuela, algo que eles precisam desesperadamente
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As declarações do presidente vieram horas após autoridades da Casa Branca afirmarem que o país pretende assumir o controle da venda do petróleo venezuelano por tempo indeterminado. Isso se dá como parte de um plano de três fases entre Marco Rubio, secretário de Estado, e o Congresso.
Desenrolar pós-prisão de Maduro
Durante a entrevista, Trump se negou a responder o motivo para ter preferido apoiar Delcy Rodríguez ao invés da oposição da Venezuela, liderada por María Corina Machado.
Ele também não comentou quando questionado sobre possíveis conversas com a presidente interina. "Mas Marco [secretário de Estado] fala com ela o tempo todo; vou dizer que estamos em comunicação constante com ela", comentou.
Na última quarta-feira (7), a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, já havia afirmado que os EUA possuem "vantagem máxima sobre as autoridades interinas na Venezuela no momento" durante uma coletiva de imprensa.
Já sobre o ataque ao país no último sábado (3), o chefe de Estado comentou que acompanhou o treinamento dos militares para a operação, que chegaram a criar uma réplica em tamanho real do complexo em que Nicolás Maduro e Cilia Flores estavam abrigados.
Ao NYT, ele revelou chegar a temer que a invasão trouxesse baixas estadunidenses, comparando a operação com acontecimentos históricos similares de líderes anteriores do país norte-americano.