Vice-presidente dos EUA responsabiliza vítima por morte em ação de imigração
J.D. Vance diz que agente agiu em legítima defesa; FBI assume investigação após forte repercussão.
O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, afirmou nesta quinta-feira (8) que a mulher morta durante uma abordagem de um agente de imigração, em Minneapolis, foi responsável pela própria morte.
Em sintonia com o discurso do presidente Donald Trump, Vance atribuiu o episódio ao que chamou de “esquerda radical”.
Segundo o vice-presidente, o agente agiu em legítima defesa após a mulher tentar atropelá-lo. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o carro acelera em direção ao oficial, seguido pelos disparos que atingiram a vítima.
Vance afirmou ainda que o agente já havia sido atropelado antes de atirar. A secretária de Imprensa da Casa Branca também saiu em defesa da atuação dos agentes envolvidos na ocorrência.
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FBI assume investigação
Diante da repercussão do caso, o FBI assumiu a investigação do episódio. A informação foi confirmada pelo superintendente do Departamento de Apreensão Criminal de Minnesota, que declarou que, a partir de agora, apenas o órgão federal terá acesso às provas e evidências do caso.
A decisão, no entanto, gerou preocupação entre autoridades estaduais. O procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, questionou publicamente o motivo da transferência da investigação, já que o departamento local já havia iniciado a apuração.
Nos bastidores, autoridades temem que a condução do inquérito pelo FBI não seja imparcial, uma vez que o órgão responde diretamente ao governo federal. Trump, por sua vez, tem defendido abertamente a ação do agente envolvido na morte da mulher.
Inicialmente, a investigação seria conduzida de forma conjunta entre o FBI e o departamento estadual, mas o plano foi alterado, concentrando a apuração exclusivamente na esfera federal.