Após tensão no Estreito de Ormuz, EUA acusam Irã de violar cessar-fogo e ameaça atacar

Donald Trump fez novas ameaças via rede social.

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Redação producaodiario@svm.com.br
foto para ilustrar matéria sobre o Estreito de Ormuz, rota essencial por onde é transportado cerca de 20% do petróleo mundial
Legenda: Mais de 20 milhões de barris diários transitam pelo Estreito de Ormuz, uma passagem localizada entre Irã e Omã, crucial para o abastecimento do mercado
Foto: AFP

O presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, acusou o Irã de 'violação total' do cessar-fogo e ameaçou realizar novos ataques.

O novo capítulo da guerra travada vem depois do Estreito de Ormuz voltar a ser fechado. O local é uma das principais vias marítimas para o comércio global de petróleo.

A interrupção do transporte através do local fez com que os preços da commodity disparassem no mercado mundial.

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Trump publicou na rede social Truth Social ameaçando realizar novos ataques caso não cheguem a um novo acordo.

"Estamos oferecendo um acordo muito justo e razoável. Espero que eles o aceitem porque, se não aceitarem, os Estados Unidos vão destruir todas as usinas de energia e todas as pontes do Irã"
Trump.

NOVA RODADA DE ACORDO

O presidente norte-americano acredita que o Irã vá ceder "rápido e fácil" e que se isso não acontecer "será uma honra para mim fazer o que precisa ser feito".

De acordo com Donald Trump, navios que tentaram passar por Ormuz neste fim de semana foram atacados: "Isso não foi nada legal, foi?".

Há previsão de que nesta segunda-feira (20), uma delegação americana chegue ao Paquistão para uma nova rodada de negociações com o Irã.

O conflito se intensificou desde fevereiro de 2026, quando começaram os ataques coordenados dos EUA e Israel e que atingiram a infraestrutura militar e instalações petrolíferas do Irã.

MOEDA DE TROCA NA GUERRA

O estreito de Ormuz é utilizado como 'moeda de troca' desde o início da guerra entre dos EUA e Israel contra o Irã.

O governo iraniano começou a impedir seletivamente a passagem de embarcações, levando a alta nos preços do petróleo negociados ao redor do mundo. 

Também começaram a ser cobradas quantias significativas para a passagem de navios pelo estreito. 

O preço do barril de petróleo começou a semana acima da barreira simbólica de 100 dólares, com uma alta de mais de 7% para o barril de Brent do Mar do Norte, referência mundial, e de mais de 8% para o West Texas Intermediate (WTI).

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