EUA x Irã: Vice-presidente afirma que negociações fracassaram após impasse em arma nuclear

JD Vance estava no Paquistão em tratativas com o país do Oriente Médio para fim do conflito.

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Foto que contém J.D. Vance, vice-presidente dos EUA, discursando em um púlpito. Ele está de terno azulado e gravata vermelha.
Legenda: J.D Vance, vice-presidente dos EUA, discursou em Islamabad, capital do Paquistão.
Foto: Jacquelyn Martin/Pool via AFP.

JD Vance, vice-presidente dos Estados Unidos, deixou o Paquistão na madrugada deste domingo (12) após dois dias de negociações entre os governos estadunidense e iraniano pelo fim da guerra no Oriente Médio.

Segundo Vance, não há o compromisso claro de Teerã — e sim uma recusa — em aceitar os termos dos EUA de não desenvolver uma arma nuclear nem os meios que permitiriam ao país do Oriente Médio obtê-la rapidamente.

"Esse é o objetivo central do presidente dos EUA, e é isso que tentamos alcançar por meio dessas negociações", disse Vance. As informações são do portal g1.

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O vice-presidente dos EUA fez o discurso a jornalistas em Islamabad, capital do Paquistão. O discurso durou pouco mais de três minutos, sem que Vance respondesse a mais perguntas.

Ishaq Dar, ministro das Relações Exteriores do Paquistão, pediu que os dois países cumpram o compromisso de manter o cessar-fogo, ressaltando que o Paquistão conservará a posição de ser mediador do conflito entre as partes.

'Tanto faz' se Irã e EUA chegarem a um acordo, diz Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste sábado (11) ser indiferente para ele o resultado das conversas entre os EUA e o Irã no Paquistão. Ele insistiu que os estadunidenses venceram a guerra.

"Cheguemos ou não a um acordo, tanto faz para mim. O motivo é que vencemos", declarou Trump a jornalistas.

"Estamos em negociações muito profundas com o Irã. Vencemos de qualquer jeito, os derrotamos militarmente", acrescentou.

O presidente reiterou que os navios de guerra da Marinha dos EUA transitaram neste sábado pelo Estreito de Ormuz, via de acesso vital ao golfo rico em petróleo, para começar a limpar as minas iranianas.

Teerã rejeitou essa versão, garantindo que controla o estreito e, com isso, o fornecimento mundial de petróleo.

“Vamos abrir o estreito mesmo que não o utilizamos, porque há muitos outros países no mundo que o utilizam e que ou estão assustados, ou são fracos, ou são mesquinhos”, afirmou Trump.

Mais uma vez, Trump expressou sua frustração com os aliados de Otan, que se mantiveram à margem durante a guerra e não foram consultados de antemão.

 
 
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