Irã cita reabertura do Estreito de Ormuz em até 30 dias após acordo de paz com os EUA

Donald Trump também mencionou a retomada da passagem marítima como parte das negociações para encerrar a guerra no Oriente Médio.

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Navios no Estreito de Ormuz em alto-mar.
Legenda: Estreito de Ormuz deverá ser reaberto com o fim do conflito.
Foto: AMIRHOSSEIN KHORGOOEI / ISNA / AFP.

O Irã afirmou que deve reabrir o Estreito de Ormuz após a assinatura do “acordo de paz” com os Estados Unidos para o fim da guerra, divulgado neste domingo (14). É o que indicam informações da agência Mehr, ligada ao regime iraniano.

A retomada da passagem marítima também foi citada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em publicação nas redes sociais. O acordo será oficializado em 19 de junho, durante uma cerimônia de assinatura em Genebra, na Suíça. 

"Autorizo plenamente a abertura sem cobrança de pedágio do Estreito de Ormuz e, simultaneamente, autorizo o levantamento imediato do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem seus motores. Que o petróleo flua!", afirmou o republicano. 

Pouco depois, no entanto, Trump afirmou que a passagem marítima só será reaberta após a assinatura do acordo na sexta-feira, ao acrescentar que "este Grande Acordo trará Paz e Segurança para toda a Região".

Por sua vez, fontes do regime iraniano revelaram, segundo a TV CNN Internacional, que o memorando passa pelos seguintes pontos:

  • Um novo cessar-fogo de 60 dias em 'todas as frentes', incluindo o Líbano;
  • O Estreito do Ormuz seja reaberto imediatamente. O Irã não cobre taxas das embarcações, e o tráfico local volte aos níveis pré-guerra em 30 dias;
  • Os EUA também levantem o bloqueio naval que fazem na entrada de Ormuz; Sanções ao Irã sejam flexibilizadas progressivamente;
  • O Irã se comprometa a não obter uma arma nuclear.

O bloqueio do estreito impactou a economia global, desde o aumento dos preços dos combustíveis, que impulsionou a inflação nos Estados Unidos e em outros países, até cadeias de suprimentos congestionadas para bens, como fertilizantes essenciais para a produção de alimentos em áreas distantes do Oriente Médio.

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Fim do conflito

Por meio das redes sociais, o presidente Donald Trump e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciaram anunciaram o fim da guerra entre EUA e Irã após a assinatura de um 'acordo de paz'.

"Com o acordo já em vigor, os mediadores facilitarão uma série de reuniões nesta semana. Essas discussões prévias à implementação estabelecerão as bases para as conversas técnicas e para a cerimônia oficial de assinatura", escreveu Shehbaz Sharif, no X (antigo Twitter).

O Paquistão vem atuando como mediador-chave do conflito entre EUA e Irã, que começou no fim de fevereiro. 

Na televisão estatal iraniana, o vice-ministro das Relações Exteriores do país, Kazem Gharibabadi, pontuou que o acordo com os EUA põe "fim imediato à guerra".

"Em primeiro lugar, o fim imediato e definitivo da guerra e das operações militares nas diferentes frentes, incluindo o Líbano", esclareceu.

Com as tratativas em curso, o vice-ministro apontou que a situação abre caminho para que os negociadores cheguem a um acordo final em um prazo de 60 dias.

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