SUS passa a oferecer novo exame para detectar câncer de intestino precocemente

Teste apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.

Escrito por
Beatriz Rabelo beatriz.rabelo@svm.com.br
Imagem de uma maquete de intestino para ilustrar matéria sobre SUS passa a oferecer novo exame para detectar câncer de intestino precocemente.
Legenda: Para realizar o exame, o paciente recebe um kit para coleta em casa.
Foto: Shutterstock/Jo Panuwat D.

O Sistema Único de Saúde (SUS) adotou um novo exame para detectar casos de câncer de intestino de forma precoce. O anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde (MS) nesta quinta-feira (21). O Teste Imunoquímico Fecal (FIT, na sigla em inglês) tem sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações. 

Esse é o exame de referência para homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos. Conforme o Instituto Nacional de Câncer (INCA), essa mudança pode ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção e à detecção precoce da doença

"O FIT é um exame de fezes que detecta pequenas quantidades de sangue oculto, invisíveis a olho nu, que podem ser sinal de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino. Diferentemente dos exames antigos de sangue oculto nas fezes, o FIT utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que aumenta a precisão do teste", detalhou o INCA. 

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Quais as vantagens do Teste Imunoquímico Fecal?

A adoção desse novo exame no SUS possui diversas vantagens, como: 

  • Ser menos invasivo; 
  • Ter maio adesão da população; 
  • Pode ser feito com apenas uma amostra; 
  • Não precisa de dieta restritiva antes da coleta;
  • Não exige preparo intestinal.

Como será realizado o exame?

Os pacientes receberão os materiais necessários para realizar a coleta em casa. O kit deve ser posteriormente enviado para análise laboratorial. 

Se o resultado detectar sangue oculto, o paciente será encaminhado para exames complementares, como a colonoscopia. Com os exames mais completos, os médicos conseguiram visualizar o cólon e o reto. Caso seja necessário, também podem retirar pólipos, evitando que lesões evoluam para o câncer. 

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