Chá de camomila contaminado tem lote recolhido pela Anvisa

Produto teve recolhimento informado de forma voluntária pela empresa fabricante.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Xícara de chá de camomila quente com uma rodela de limão, colocada sobre um tecido rústico, com pequenas flores de camomila espalhadas ao redor e um bule ao fundo em uma mesa de madeira.
Legenda: Teste mostrou a presença de 14 larvas inteiras e 224 fragmentos de insetos em 25 g do produto.
Foto: Pixel-Shot/Shutterstock.

Um lote do chá de camomila Lavi Tea, da marca Água da Serra, teve o recolhimento determinado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nessa segunda-feira (5). A comercialização, distribuição, divulgação e consumo também foram suspensos. 

Segundo a Anvisa, a medida foi confirmada após a empresa Água da Serra Industrial de Bebidas S.A., responsável pela fabricação do produto, informar o recolhimento voluntário do lote. 

Quando o recolhimento ocorre de forma voluntária, a própria empresa ou fabricante identifica irregularidades no item e, dessa forma, comunica as autoridades da necessidade da retirada do mercado. 

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A Anvisa alertou que o ensaio de identificação de elementos histológicos apontou a presença de talos, ramos e sementes incomuns no chá. O ensaio em questão analisa células, tecidos e matriz extracelular.

Além disso, o ensaio de pesquisa de matérias estranhas acusou 14 larvas inteiras e 224 fragmentos de insetos em 25 g do produto. O limite aceitável, reforçou a agência, é de 90 fragmentos em 25 g de produto, demonstrando "graves falhas no processo de boas práticas de fabricação do referido lote".

Resolução sobre pomada

Outra definição da Anvisa publicada nessa segunda determinou a proibição da pomada cicatrizante Inkdraw Aftercare, indicada para uso pós-tatuagem, mas de origem desconhecida. O produto não pode mais ser comercializado, distribuído, fabricado, importado, divulgado e usado. 

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