Além de São Paulo, Rio de Janeiro também registra caso suspeito de ebola
É o segundo no Brasil nos últimos dias; paciente recebeu diagnótico de malária na capital fluminense.
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro monitora um paciente com suspeita de ebola. O homem tem quadro compatível com algumas doenças infecciosas e foi diagnosticado com malária. É o segundo caso suspeito da doença no país, após registro em São Paulo.
O homem é belga e esteve recentemente em Uganda, país africano com casos de ebola. Por precaução, seguirá isolado até o resultado do exame.
A Secretaria Estadual de Saúde afirmou que o paciente possui sintomas virais, a exemplo de tosse, calafrios e diarreia. Porém, não relatou febre ou dor de cabeça intensa. As informações são do g1.
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Conforme o órgão, "como se trata de um país em que há regiões com surto confirmado de ebola, a SES-RJ acionou imediatamente o protocolo de segurança para esses casos".
Além das secretarias municipal e estadual, o Instituto Nacional de Infectologia da Fiocruz também integra a investigação.
Como é o protocolo de segurança
O protocolo envolve a transferência do paciente para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz). Lá, ele ficará isolado até que seja descartada a possibilidade de infecção pelo vírus.
A transmissão do ebola acontece por meio do contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas sintomáticas portadoras da doença. O infectado só transmite o vírus na fase aguda, com apresentação de sintomas severos.
Alguns dos sintomas envolvem febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal.
Ebola em São Paulo
Em São Paulo, onde foi registrado o primeiro caso no Brasil nos últimos dias, a investigação acontece pela Secretaria de Saúde do Estado e pelo Ministério da Saúde.
O paciente tem 37 anos e foi atendido inicialmente em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). No local, apresentou febre alta e exames inconclusivos para malária.
Ele esteve recentemente na República Democrática do Congo e, por ter sido sedado, não foi possível confirmar se passou pelas províncias congolesas em que o surto de ebola se concentra.
Ao ser transferido da UPA para um hospital, apresentou estado grave, com diarreia, desorientação e rápida piora clínica, sendo necessária a intubação. No momento, o tratamento ocorre por meio de antibióticos e hidratação.
Um exame apontou que o paciente está com meningite, diagnosticado com Neisseria meningitidis, bactéria causadora de meningite meningocócica.
A suspeita de ebola, contudo, não foi descartada, já que outros exames específicos para a doença só devem ficar prontos em 48 horas.