138 membros de torcidas organizadas são denunciados por confrontos em Clássico-Rei
Segundo o MPCE, torcedores agem como "associação criminosa".
O Ministério Público do Ceará denunciou, nesta terça-feira (24), 138 integrantes de torcidas organizadas por confrontos violentos registrados no dia do primeiro Clássico-Rei de 2026, ocorrido em 8 de fevereiro.
A denúncia, feita por meio da 183ª Promotoria de Justiça de Fortaleza, foi pelos crimes de tumulto, associação criminosa, corrupção de menores, lesão corporal, resistência à prisão, desobediência e manuseio e uso de artefatos explosivos.
Essa é a segunda denúncia do MPCE referente às brigas entre torcedores ocorridas no dia do jogo entre Fortaleza e Ceará. Em 26 de fevereiro, o Ministério Público já havia denunciado outras 109 pessoas.
Veja também
Segundo o MP, dois grupos de torcidas organizadas travaram brigas generalizadas na tarde do dia 8 de fevereiro, no bairro Jardim Guanabara, incluindo agressões físicas e depredações.
Pela denúncia, os 138 denunciados desta terça-feira (24) agem como “associação criminosa” na promoção de tumultos, que inclui cooptação de menores para a ação. Eles teriam desobedecido ordens de agentes da Polícia Militar na ocasião e também usado artefatos explosivos.
Por ação também do Ministério Público, 236 pessoas envolvidas permaneceram presas logo após os conflitos violentos, além de 15 medidas cautelares também terem sido oficializadas.
168 presos foram liberados posteriormente
Em 23 de fevereiro, por decisão da Justiça do Ceará, 89 torcedores que estavam presos por conta dos confrontos foram soltos por não terem antecedentes criminais e infracionais e não responderem a inquéritos policiais ou ações penais.
Já em março, a Justiça soltou outros 79 torcedores que estavam detidos, totalizando 168 liberações no total, pela mesma motivação.